COMO DIMINUIR OS RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS EM SUA ALIMENTAÇÃO
1 – Lave legumes, verduras e frutas numa solução suave e detergente e água pura ou em mistura de água e vinagre. Deixe-os de molho de 15 a 20 minutos e enxague-os cuidadosamente.
2 - Em alguns casos, frutas e legumes podem receber uma camada de cera para
que não percam a umidade e murchem. Esta cera também contém substâncias
fungicidas e bactericidas para evitar o aparecimento fungos e de bactérias.
Ex. maçãs, pimentões, beringelas, grapefruits, melões, nectarinas,
pêssegos, etc. Para eliminá-la, sempre que possível, descasque legumes e
frutas. Você perderá algumas vitaminas contidas na casca, mas em
compensação terá uma alimentação mais segura.
3 – Procure usar sempre legumes, verduras e frutas da safra, pois possuirão menos defensivos e hormônios.
4 – Legumes muito grandes, produzidos convencionalmente, podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais.
5 – Dê preferência aos produtos nacionais, ao invés dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas como aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo.
6 – Resíduos de pesticidas e outros produtos químicos tendem a se concentrar nos tecidos gordurosos dos animais. Diminuir seu consumo reduz a ingestão de agrotóxicos. Ao preparar qualquer vaca, carne, frango, porco, etc. procure retirar toda a gordura e pele. Escolha laticínios com baixo teor de gordura, prefira leite desnatado e queijos magros.
7 – No Brasil, dentre os produtos agrícolas que mais recebem agrotóxicos, destacam-se o tomate, a batata inglesa, o morango e o mamão papaia. No caso da produção de uva Rubi e Itália, em São Paulo, são feitas até 40 aplicações de produtos químicos, da brotação até a colheita.
8 – Os consumidores não devem parar de consumir frutas ou verduras; estas informações se destinam a levar maior conhecimento do que ocorre na produção de hortigranjeira e dar-lhe uma visão mais crítica ao escolher o que vai a sua mesa.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
VALOR MEDICINAL
Valor Medicinal da Banana-plantas que curam
Banana - Originária da Ásia Meridional, de onde se difundiu para a África e América- É uma fruta deliciosa nutritiva medicinal.
Utilidades Medicinais
Anemia - A banana não é relativamente, muito rica em ferro, mas tendo em vista sua boa aceitação, que facilita um consumo liberal, 3 a 5 unidades podem contribuir aproximadamente com 20 a 30% da quantidade de ferro requerida para um dia.
Asma - Assar a muda pequena da bananeira maçã, com raiz e tudo, cortada em rodelas.Depois espremer para obter o caldo,misturar com mel de abelha e tomar diariamente um cálice.
Constipação Intestinal - Recomenda-se a banana-nanica( ou banana d'água ou banana caturra).Fazer, em jejum, uma refeição,com esta banana,crua,sem misturar com outros alimentos.Pode-se fazer a "cura de banana".
Desnutrição - A banana pode ser incluída no programa alimentar de convalescentes de desnutrição, haja visto que é alimento rico em calorias e vitaminas. Seria vantajoso incluí-la na merenda escolar.
Obesidade - Os obesos não devem abusar da banana. É preciso usá-la com regra. Algumas refeições esporádicas exclusivas de banana prata.( 1 ou 2 unidades pequenas são indicáveis).
Paralisia - As doenças neurológicas que levam a paralisias são às vezes tratáveis com vitaminas do complexo B. A banana, como fonte dessas vitaminas é adequada nesses casos como elemento dietético.
Para teres uma informação mais completa, sugiro baixar esta apresentação deste arquivo em formato power point da professora Ana Paula Meirelles.
Banana - Originária da Ásia Meridional, de onde se difundiu para a África e América- É uma fruta deliciosa nutritiva medicinal.
Utilidades Medicinais
Anemia - A banana não é relativamente, muito rica em ferro, mas tendo em vista sua boa aceitação, que facilita um consumo liberal, 3 a 5 unidades podem contribuir aproximadamente com 20 a 30% da quantidade de ferro requerida para um dia.
Asma - Assar a muda pequena da bananeira maçã, com raiz e tudo, cortada em rodelas.Depois espremer para obter o caldo,misturar com mel de abelha e tomar diariamente um cálice.
Constipação Intestinal - Recomenda-se a banana-nanica( ou banana d'água ou banana caturra).Fazer, em jejum, uma refeição,com esta banana,crua,sem misturar com outros alimentos.Pode-se fazer a "cura de banana".
Desnutrição - A banana pode ser incluída no programa alimentar de convalescentes de desnutrição, haja visto que é alimento rico em calorias e vitaminas. Seria vantajoso incluí-la na merenda escolar.
Obesidade - Os obesos não devem abusar da banana. É preciso usá-la com regra. Algumas refeições esporádicas exclusivas de banana prata.( 1 ou 2 unidades pequenas são indicáveis).
Paralisia - As doenças neurológicas que levam a paralisias são às vezes tratáveis com vitaminas do complexo B. A banana, como fonte dessas vitaminas é adequada nesses casos como elemento dietético.
Para teres uma informação mais completa, sugiro baixar esta apresentação deste arquivo em formato power point da professora Ana Paula Meirelles.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
PEQUENO PRODUTOR OBTÉM LUCRO!!
Enquanto muitos pecuaristas amargam prejuízos com a seca que diminui as pastagens nesta época do ano, uma família de produtores de pequeno porte comemora bons resultados. O segredo do sucesso, dizem eles, é a integração da lavoura com a pecuária, uma iniciativa da Universidade Federal em parceria com Emater e diversos outros representantes do setor em Campo Mourão. Este é o segundo ano em que o projeto é realizado e segundo os especialistas, a previsão é que demore mais três anos para a propriedade atingir o ideal.
Os resultados já são visíveis, além da produção leiteira praticamente dobrar - eram produzidos em média 9 mil litros de leite, hoje são 17 mil, com a mesma quantidade de animais – foram economizados mais de duas toneladas e meia de feno e quase 80 toneladas de cilagem. A coordenadora do projeto, Iole Canali, explicou que o processo é simples. “O projeto consiste em trabalhar a área produtiva com grãos para comercialização no verão e pastagens no inverno. O pastejo vai de abril a setembro e nessa época é plantado aveia e azevem. No restante do ano, a mesma área que serviu de pasto é utilizada para plantação de safras de verão, como milho e soja, sempre respeitando a rotação de culturas”, explica.
Um dos maiores problemas hoje da pecuária de corte é a falta de forragem em quantidade e qualidade, principalmente entre os meses de maio a outubro. Com a integração, a lavoura potencializa a produção de pasto e recupera a pastagem. “Nessa experiência ficou claro que eles nunca tiveram um rebanho como esse. A pastagem tem alto teor nutricional e reduz o custo com a alimentação.”
O projeto era que fosse utilizada somente uma pequena área da propriedade com esse sistema. Após dois anos, a família de agropecuáristas já implantou a integração em 80% da propriedade e segundo o produtor Antonio de Oliveira, 55 anos, a partir de agora, o objetivo é só crescer. “Faz 14 anos que eu mexia com leite, sempre do mesmo jeito. Quem vive como a gente não tem muita tecnologia, não sabia aplicar, agora estamos colhendo os frutos desse trabalho diferenciado que foi implantado. Quando você entra no projeto vem coisa nova e a gente aprende a deixar de lado o que fazia a tantos anos”, comenta.
Maria José Aparecida de Oliveira, 48 anos, esposa de Adão, o acompanhou na nova empreitada. Ela conhece cada um dos animais pelo nome e o mais interessante é que as vacas parecem atender ao seu chamado. “A pastagem hoje é outra, ‘elas’ [as vacas] vão sentindo isso. Em outras épocas agora estaríamos com problemas sérios com essa seca prolongada”, diz. Maria comentou que hoje, a seca está atrasando o plantio de milho, que será plantado agora no espaço que serviu de pasto durante a seca.
O principal desafio na implantação do sistema foi vencer a resistência do produtor e quebrar alguns mitos que estes possuem. “O produtor precisa ser vencido para depois ir gradualmente aceitando o que a gente propõe. Quando vão vendo os resultados, eles vão aderindo a algumas práticas e qualquer adesão é importantes e traz vantagens para o pequeno produtor”, explica a pesquisadora. Entre os mitos a serem quebrados está a ideia de que as vacas vão compactar o solo e será impossível trabalhar. Iole explicou que com o acompanhamento adequado isso não acontece. “É uma vida difícil, mas se não fosse cuidar disso, o que a gente ia fazer? Plantar soja para competir com grandes produtores? Não tem como”, pondera Antonio.
O filho do casal Everton Adão de Oliveira, 23 anos, está junto com os pais na experiência e diz estar animado. “Nunca pensei em sair do campo, até morei na cidade, mas tenho certeza que aqui tenho muito mais conforto e sem contar que estou trabalhando no que um dia será meu, fazendo a propriedade dar lucros. Em breve vamos fazer o sombreamento para os animais, aumentar o conforto do gado. A tendência é só expandir.”
A lavoura é mais exigente no preparo de solo. Precisa de uma boa adubação, correção de acidez. E isso acaba trazendo benefícios também pra pecuária. As áreas são cultivadas com grão, com alta fertilidade, quando é formado um pasto novo, ele é de alta produtividade, qualidade, e isso aumenta muito a produtividade da pecuária reduzindo muito os custos
Os resultados já são visíveis, além da produção leiteira praticamente dobrar - eram produzidos em média 9 mil litros de leite, hoje são 17 mil, com a mesma quantidade de animais – foram economizados mais de duas toneladas e meia de feno e quase 80 toneladas de cilagem. A coordenadora do projeto, Iole Canali, explicou que o processo é simples. “O projeto consiste em trabalhar a área produtiva com grãos para comercialização no verão e pastagens no inverno. O pastejo vai de abril a setembro e nessa época é plantado aveia e azevem. No restante do ano, a mesma área que serviu de pasto é utilizada para plantação de safras de verão, como milho e soja, sempre respeitando a rotação de culturas”, explica.
Um dos maiores problemas hoje da pecuária de corte é a falta de forragem em quantidade e qualidade, principalmente entre os meses de maio a outubro. Com a integração, a lavoura potencializa a produção de pasto e recupera a pastagem. “Nessa experiência ficou claro que eles nunca tiveram um rebanho como esse. A pastagem tem alto teor nutricional e reduz o custo com a alimentação.”
O projeto era que fosse utilizada somente uma pequena área da propriedade com esse sistema. Após dois anos, a família de agropecuáristas já implantou a integração em 80% da propriedade e segundo o produtor Antonio de Oliveira, 55 anos, a partir de agora, o objetivo é só crescer. “Faz 14 anos que eu mexia com leite, sempre do mesmo jeito. Quem vive como a gente não tem muita tecnologia, não sabia aplicar, agora estamos colhendo os frutos desse trabalho diferenciado que foi implantado. Quando você entra no projeto vem coisa nova e a gente aprende a deixar de lado o que fazia a tantos anos”, comenta.
Maria José Aparecida de Oliveira, 48 anos, esposa de Adão, o acompanhou na nova empreitada. Ela conhece cada um dos animais pelo nome e o mais interessante é que as vacas parecem atender ao seu chamado. “A pastagem hoje é outra, ‘elas’ [as vacas] vão sentindo isso. Em outras épocas agora estaríamos com problemas sérios com essa seca prolongada”, diz. Maria comentou que hoje, a seca está atrasando o plantio de milho, que será plantado agora no espaço que serviu de pasto durante a seca.
O principal desafio na implantação do sistema foi vencer a resistência do produtor e quebrar alguns mitos que estes possuem. “O produtor precisa ser vencido para depois ir gradualmente aceitando o que a gente propõe. Quando vão vendo os resultados, eles vão aderindo a algumas práticas e qualquer adesão é importantes e traz vantagens para o pequeno produtor”, explica a pesquisadora. Entre os mitos a serem quebrados está a ideia de que as vacas vão compactar o solo e será impossível trabalhar. Iole explicou que com o acompanhamento adequado isso não acontece. “É uma vida difícil, mas se não fosse cuidar disso, o que a gente ia fazer? Plantar soja para competir com grandes produtores? Não tem como”, pondera Antonio.
O filho do casal Everton Adão de Oliveira, 23 anos, está junto com os pais na experiência e diz estar animado. “Nunca pensei em sair do campo, até morei na cidade, mas tenho certeza que aqui tenho muito mais conforto e sem contar que estou trabalhando no que um dia será meu, fazendo a propriedade dar lucros. Em breve vamos fazer o sombreamento para os animais, aumentar o conforto do gado. A tendência é só expandir.”
A lavoura é mais exigente no preparo de solo. Precisa de uma boa adubação, correção de acidez. E isso acaba trazendo benefícios também pra pecuária. As áreas são cultivadas com grão, com alta fertilidade, quando é formado um pasto novo, ele é de alta produtividade, qualidade, e isso aumenta muito a produtividade da pecuária reduzindo muito os custos
ESTUDOS !!!
Ministério orienta mudança no plantio por causa do clima
13 de setembro de 2010 - 09:25h
Autor: Folha de São Paulo
O Ministério da Agricultura constituiu uma comissão de cientistas para orientar os produtores sobre mudança de época para plantio das safras futuras, principalmente de alimentos como arroz, feijão, milho, trigo e soja. A intenção, de acordo com o ministro Wagner Rossi, é evitar perdas causadas pelas condições climáticas, em especial a falta de chuvas para as culturas mais dependentes de umidade.
A comissão que indicará períodos mais adequados para plantio terá pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
"Os cientistas farão a avaliação das circunstâncias que os fenômenos climáticos estão impondo ao país e, depois, farão recomendações que serão retransmitidas aos produtores", disse Rossi. De acordo com o ministro, a perspectiva é que o plantio de diversas culturas tenha de ser retardado.
"Para a maioria dos produtos plantados anualmente é fundamental que se tenha chuva. Do contrário, perdem-se sementes, trabalho, tudo", afirmou. Os principais fenômenos climáticos que influenciam a agricultura são conhecidos como El Niño e La Niña.
Segundo o professor de agropecuária e climatologia agrícola Cristiano Nunes dos Santos, do Instituto Federal Farroupilha, no Rio Grande do Sul, os fenômenos provocam alterações nas chuvas e têm sido mais constantes nas duas últimas décadas. "O El Niño provoca chuvas no Sul e seca no Nordeste e a La Niña, o contrário."
DEPENDÊNCIA - A agricultura brasileira tem se tornado cada vez mais dependente da presença ou não da água na safra. Isso se deve a modificações genéticas de algumas culturas. Conforme o professor de climatologia agrícola, variedades de soja, milho e arroz -mais dependentes da luz do dia para florescer- têm sofrido maior influência das condições de chuva com o passar dos anos.
"Tradicionalmente, a soja se planta na saída do inverno para que floresça no meio do verão. É o que chamamos de cultura de dia curto, porque precisa de menos horas de luz do sol para crescer", afirmou o pesquisador.
Ele destaca, porém, que esse quadro tem mudado com a tecnologia. "A cultura está geneticamente deixando de ser tão suscetível às condições de luz e ficando mais ligada à presença ou não de água", afirmou
13 de setembro de 2010 - 09:25h
Autor: Folha de São Paulo
O Ministério da Agricultura constituiu uma comissão de cientistas para orientar os produtores sobre mudança de época para plantio das safras futuras, principalmente de alimentos como arroz, feijão, milho, trigo e soja. A intenção, de acordo com o ministro Wagner Rossi, é evitar perdas causadas pelas condições climáticas, em especial a falta de chuvas para as culturas mais dependentes de umidade.
A comissão que indicará períodos mais adequados para plantio terá pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
"Os cientistas farão a avaliação das circunstâncias que os fenômenos climáticos estão impondo ao país e, depois, farão recomendações que serão retransmitidas aos produtores", disse Rossi. De acordo com o ministro, a perspectiva é que o plantio de diversas culturas tenha de ser retardado.
"Para a maioria dos produtos plantados anualmente é fundamental que se tenha chuva. Do contrário, perdem-se sementes, trabalho, tudo", afirmou. Os principais fenômenos climáticos que influenciam a agricultura são conhecidos como El Niño e La Niña.
Segundo o professor de agropecuária e climatologia agrícola Cristiano Nunes dos Santos, do Instituto Federal Farroupilha, no Rio Grande do Sul, os fenômenos provocam alterações nas chuvas e têm sido mais constantes nas duas últimas décadas. "O El Niño provoca chuvas no Sul e seca no Nordeste e a La Niña, o contrário."
DEPENDÊNCIA - A agricultura brasileira tem se tornado cada vez mais dependente da presença ou não da água na safra. Isso se deve a modificações genéticas de algumas culturas. Conforme o professor de climatologia agrícola, variedades de soja, milho e arroz -mais dependentes da luz do dia para florescer- têm sofrido maior influência das condições de chuva com o passar dos anos.
"Tradicionalmente, a soja se planta na saída do inverno para que floresça no meio do verão. É o que chamamos de cultura de dia curto, porque precisa de menos horas de luz do sol para crescer", afirmou o pesquisador.
Ele destaca, porém, que esse quadro tem mudado com a tecnologia. "A cultura está geneticamente deixando de ser tão suscetível às condições de luz e ficando mais ligada à presença ou não de água", afirmou
BOAS E MÁS NOTÍCIAS!!!!
A produção brasileira de leite deve crescer em 2010 apesar de os preços pagos ao produtor apresentarem queda desde maio, em pleno período de entressafra. A oferta se mantém em alta porque os investimentos feitos no primeiro semestre, quando a indústria se abasteceu mais cedo, estimularam os produtores a aumentar a captação do produto.
– Quando traçamos o cenário para o ano não tínhamos ideia de que o preço do leite cairia tanto – disse Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Segundo ele, o setor mantém a previsão de crescimento de 5% para 2010, mesmo apesar do preço mais baixo. Edson Alves Novaes, gerente de Estudo Técnicos e Econômicos da Federação de Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), conta que o preço ao produtor caiu 13% desde o início do ano, enquanto no varejo a queda foi menor: 6%.
– O problema é que, mesmo com os preços mais baixos, a captação de leite não diminuiu – afirmou.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), a produção nacional acumulou aumento de 5,2% de janeiro a julho no país, de acordo com seu Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite). Apenas em julho a oferta aumentou 5,44% na comparação com junho.
O Cepea calculou que o preço médio recebido pelos produtores em agosto (que remunera a produção de julho) foi de R$ 0,6918/litro, recuo de 4,5% ante julho. Na comparação com a média nominal de agosto de 2009, o recuo nos preços foi de 10,7%. O Cepea considera a média ponderada em sete Estados produtores de leite – Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia.
Em São Paulo, levantamento da Scot indica que a queda no preço do leite pago ao produtor não chegou a 1% no pagamento de agosto. O produtor recebeu, em média, R$0,759/litro, 9% acima da média nacional. No mercado spot paulista o valor foi de R$ 0,73/litro. De acordo com a Faeg, em Goiás, houve redução de 4,9% (3,5 centavos por litro), indo para R$ 0,6790/litro (bruto). O Cepea aponta que, em Goiás, houve redução de 4,9% (3,5 centavos por litro), indo para R$ 0,6790/litro (bruto).
Análises do Cepea e da Scot Consultoria mostram que, nos meses à frente, a previsão de clima mais seco pode restringir a oferta de leite e os preços devem voltar a ter sustentação.
AGÊNCIA ESTADO
– Quando traçamos o cenário para o ano não tínhamos ideia de que o preço do leite cairia tanto – disse Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Segundo ele, o setor mantém a previsão de crescimento de 5% para 2010, mesmo apesar do preço mais baixo. Edson Alves Novaes, gerente de Estudo Técnicos e Econômicos da Federação de Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), conta que o preço ao produtor caiu 13% desde o início do ano, enquanto no varejo a queda foi menor: 6%.
– O problema é que, mesmo com os preços mais baixos, a captação de leite não diminuiu – afirmou.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), a produção nacional acumulou aumento de 5,2% de janeiro a julho no país, de acordo com seu Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite). Apenas em julho a oferta aumentou 5,44% na comparação com junho.
O Cepea calculou que o preço médio recebido pelos produtores em agosto (que remunera a produção de julho) foi de R$ 0,6918/litro, recuo de 4,5% ante julho. Na comparação com a média nominal de agosto de 2009, o recuo nos preços foi de 10,7%. O Cepea considera a média ponderada em sete Estados produtores de leite – Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia.
Em São Paulo, levantamento da Scot indica que a queda no preço do leite pago ao produtor não chegou a 1% no pagamento de agosto. O produtor recebeu, em média, R$0,759/litro, 9% acima da média nacional. No mercado spot paulista o valor foi de R$ 0,73/litro. De acordo com a Faeg, em Goiás, houve redução de 4,9% (3,5 centavos por litro), indo para R$ 0,6790/litro (bruto). O Cepea aponta que, em Goiás, houve redução de 4,9% (3,5 centavos por litro), indo para R$ 0,6790/litro (bruto).
Análises do Cepea e da Scot Consultoria mostram que, nos meses à frente, a previsão de clima mais seco pode restringir a oferta de leite e os preços devem voltar a ter sustentação.
AGÊNCIA ESTADO
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
INTEGRAÇÃO PECUÁRIA E LAVOURA
Um trabalho da Embrapa pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividades e ainda promete resolver a falta de comida para o gado.
Nossa primeira reportagem mostra um trabalho da Embrapa que pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividades. Mais que isso, promete resolver um problemão que muitos criadores enfrentam nessa época do ano: a falta de comida pro gado.
O Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, com 200 milhões de cabeças. Um terço desse plantel está na região Centro-Oeste, que como outros lugares do país, sofre com a falta de chuva durante o inverno. Em Mato Grosso do Sul, no mês de agosto, a maior parte das pastagens de está seca. Os animais mal têm o que comer.
A situação fica ainda mais grave, nos lugares que tem pastagens antigas, degradadas, com pouca capacidade de produzir forragem. Pra tentar mudar esse cenário, a Embrapa Gado de Corte, que fica em Campo Grande, vem investindo num projeto batizado de Integração Lavoura Pecuária. O agrônomo Armindo Kichel é o responsável pelo trabalho.
“A Integração Lavoura Pecuária nada mais é que produzir na mesma área em rotação, associação ou consórcio, produção de grãos, carnes, leite. O maior problema hoje da pecuária de corte é a falta de forragem em quantidade e qualidade, principalmente de maio a outubro. Então, com a lavoura, vai potencializar a produção de pasto, recuperar a pastagem para ter uma pecuária de ciclo curto e de alta produtividade”, explica.
A Embrapa criou uma mini fazenda, de quatro hectares, pra servir como modelo. E vem trabalhando nela há quatro anos. Ela foi dividida em quatro módulos e ao longo do ano, as pastagens e lavouras vão se sucedendo lá dentro.
“Nós desenvolvemos um sistema intensivo de lavoura pecuária. Nós trabalhamos em cada área com 14 meses em pastejo e dez meses com lavoura”, declara Kichel.
De outubro a maio, durante o período das águas, metade da fazenda fica ocupada com lavoura e metade com pastagem. De maio a julho, quando as chuvas diminuem, apenas 25% da área permanece com agricultura. Setenta e cinco por cento, são destinados à pecuária. Durante a época mais seca, que vai de meados de julho até o fim de setembro, vira tudo pasto.
O segredo pro bom funcionamento do sistema está na escolha do que vai ser plantado na fazenda e no manejo correto tanto da lavoura quanto do gado.
Pra ter rentabilidade a escolha das lavouras que vão integrar o sistema também é importante. “O carro-chefe é a soja, porque é uma leguminosa muito utilizada para a recuperação das pastagens degradadas. O milho é muito usada em safrinha após a colheita da soja, em terceiro o sorgo, menos safra, mais safrinha após a colheita da soja”, explica.
A lavoura é mais exigente no preparo de solo. Precisa de uma boa adubação, correção de acidez. E isso acaba trazendo benefícios também pra pecuária.
“Áreas cultivadas com grão, com alta fertilidade, quando é formado um pasto novo, ele é de alta produtividade, qualidade, e isso aumenta muito a produtividade da pecuária de corte reduzindo muito os custos”, diz.
A rotação com pasto também é boa pra agricultura, porque interrompe o ciclo de vida de muitas pragas e ajuda a controlar as plantas invasoras, reduzindo os custos com veneno e herbicida. Além disso, o capim deixa uma boa cobertura de solo para o plantio direto, que vem depois.
Na integração, o produtor também deve se preocupar com a qualidade das pastagens pra garantir um bom ganho de peso do rebanho.
“Em fazendas em que o plantio de soja é mais tardio, que vão colher depois de março, ou regiões que não têm clima para a produção de grãos na safrinha, nós podemos formar um pasto, também chamado o pasto safrinha. Eu posso cultivar o pasto solteiro ou não e depois eu volto com a soja”, explica.
A grande vantagem é que o sorgo, próprio pra pastejo, fica pronto antes do capim, com apenas 40, 45 dias. Então, em plena seca, os animais sempre têm o que comer.
Outra idéia interessante: o plantio consorciado de milho safrinha com capim piatã. Com ele, além do grão pra vender, logo após a colheita o produtor tem uma área pronta para alimentar o gado durante o inverno. Pra entrar num sistema como esse, o agropecuarista tem que estar no lugar certo, ter conhecimento e dinheiro pra investir.
“Isso não pode ser implantado em qualquer lugar do Brasil. Os primeiros requisitos pra fazer a integração lavoura pecuária, é ter clima e solo favoráveis para grãos e conhecimento técnico, tanto do produtor como assistência técnica qualificada que entenda da integração lavoura pecuária”, informa.
“Para o pecuarista que tenha um pasto degradado e queira recuperar a pastagem com a integração lavoura pecuária, ele precisa comprar maquinários, infra-estrutura, e adequar o solo química e fisicamente. Isso hoje, em média, gasta em torno de quatro mil reais por hectare. Para o lavoureiro, ele fazer pecuária, também precisa um aporte inicial em torno de quatro mil reais por hectare para iniciar a pecuária de corte”, afirma.
Os resultados da pesquisa mostram que o investimento se paga em quatro anos. “Esse sistema tem produzido para nós, uma média de 58 sacas de sojas por hectare, uma média de 50 sacas de milho e 36 arrobas de carne. Comparativamente com a pecuária tradicional, com a produção de três arrobas por hectare, esse sistema está produzindo 12 vezes mais carne”, declara.
É bom deixar claro que este aumento expressivo na produção de carne, se deve também a boa genética e a sanidade do rebanho.
FONTE: GLOBO RURAL
Nossa primeira reportagem mostra um trabalho da Embrapa que pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividades. Mais que isso, promete resolver um problemão que muitos criadores enfrentam nessa época do ano: a falta de comida pro gado.
O Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, com 200 milhões de cabeças. Um terço desse plantel está na região Centro-Oeste, que como outros lugares do país, sofre com a falta de chuva durante o inverno. Em Mato Grosso do Sul, no mês de agosto, a maior parte das pastagens de está seca. Os animais mal têm o que comer.
A situação fica ainda mais grave, nos lugares que tem pastagens antigas, degradadas, com pouca capacidade de produzir forragem. Pra tentar mudar esse cenário, a Embrapa Gado de Corte, que fica em Campo Grande, vem investindo num projeto batizado de Integração Lavoura Pecuária. O agrônomo Armindo Kichel é o responsável pelo trabalho.
“A Integração Lavoura Pecuária nada mais é que produzir na mesma área em rotação, associação ou consórcio, produção de grãos, carnes, leite. O maior problema hoje da pecuária de corte é a falta de forragem em quantidade e qualidade, principalmente de maio a outubro. Então, com a lavoura, vai potencializar a produção de pasto, recuperar a pastagem para ter uma pecuária de ciclo curto e de alta produtividade”, explica.
A Embrapa criou uma mini fazenda, de quatro hectares, pra servir como modelo. E vem trabalhando nela há quatro anos. Ela foi dividida em quatro módulos e ao longo do ano, as pastagens e lavouras vão se sucedendo lá dentro.
“Nós desenvolvemos um sistema intensivo de lavoura pecuária. Nós trabalhamos em cada área com 14 meses em pastejo e dez meses com lavoura”, declara Kichel.
De outubro a maio, durante o período das águas, metade da fazenda fica ocupada com lavoura e metade com pastagem. De maio a julho, quando as chuvas diminuem, apenas 25% da área permanece com agricultura. Setenta e cinco por cento, são destinados à pecuária. Durante a época mais seca, que vai de meados de julho até o fim de setembro, vira tudo pasto.
O segredo pro bom funcionamento do sistema está na escolha do que vai ser plantado na fazenda e no manejo correto tanto da lavoura quanto do gado.
Pra ter rentabilidade a escolha das lavouras que vão integrar o sistema também é importante. “O carro-chefe é a soja, porque é uma leguminosa muito utilizada para a recuperação das pastagens degradadas. O milho é muito usada em safrinha após a colheita da soja, em terceiro o sorgo, menos safra, mais safrinha após a colheita da soja”, explica.
A lavoura é mais exigente no preparo de solo. Precisa de uma boa adubação, correção de acidez. E isso acaba trazendo benefícios também pra pecuária.
“Áreas cultivadas com grão, com alta fertilidade, quando é formado um pasto novo, ele é de alta produtividade, qualidade, e isso aumenta muito a produtividade da pecuária de corte reduzindo muito os custos”, diz.
A rotação com pasto também é boa pra agricultura, porque interrompe o ciclo de vida de muitas pragas e ajuda a controlar as plantas invasoras, reduzindo os custos com veneno e herbicida. Além disso, o capim deixa uma boa cobertura de solo para o plantio direto, que vem depois.
Na integração, o produtor também deve se preocupar com a qualidade das pastagens pra garantir um bom ganho de peso do rebanho.
“Em fazendas em que o plantio de soja é mais tardio, que vão colher depois de março, ou regiões que não têm clima para a produção de grãos na safrinha, nós podemos formar um pasto, também chamado o pasto safrinha. Eu posso cultivar o pasto solteiro ou não e depois eu volto com a soja”, explica.
A grande vantagem é que o sorgo, próprio pra pastejo, fica pronto antes do capim, com apenas 40, 45 dias. Então, em plena seca, os animais sempre têm o que comer.
Outra idéia interessante: o plantio consorciado de milho safrinha com capim piatã. Com ele, além do grão pra vender, logo após a colheita o produtor tem uma área pronta para alimentar o gado durante o inverno. Pra entrar num sistema como esse, o agropecuarista tem que estar no lugar certo, ter conhecimento e dinheiro pra investir.
“Isso não pode ser implantado em qualquer lugar do Brasil. Os primeiros requisitos pra fazer a integração lavoura pecuária, é ter clima e solo favoráveis para grãos e conhecimento técnico, tanto do produtor como assistência técnica qualificada que entenda da integração lavoura pecuária”, informa.
“Para o pecuarista que tenha um pasto degradado e queira recuperar a pastagem com a integração lavoura pecuária, ele precisa comprar maquinários, infra-estrutura, e adequar o solo química e fisicamente. Isso hoje, em média, gasta em torno de quatro mil reais por hectare. Para o lavoureiro, ele fazer pecuária, também precisa um aporte inicial em torno de quatro mil reais por hectare para iniciar a pecuária de corte”, afirma.
Os resultados da pesquisa mostram que o investimento se paga em quatro anos. “Esse sistema tem produzido para nós, uma média de 58 sacas de sojas por hectare, uma média de 50 sacas de milho e 36 arrobas de carne. Comparativamente com a pecuária tradicional, com a produção de três arrobas por hectare, esse sistema está produzindo 12 vezes mais carne”, declara.
É bom deixar claro que este aumento expressivo na produção de carne, se deve também a boa genética e a sanidade do rebanho.
FONTE: GLOBO RURAL
REFORMA AGRÁRIA
Feira da Reforma Agrária acontece em Maceió
Entre os dias 8 e 12 de setembro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza a 11ª Feira da Reforma Agrária, na Praça da Faculdade, bairro do Prado, em Maceió. O evento começa com uma perspectiva de superação de vendas de produtos de assentamentos e acampamentos de reforma agrária comercializados em 2009. Mais de duzentas barracas padronizadas estão no local de maior contato cultural entre os mundos urbano e rural em Alagoas.
Assentados de todo o Estado trazem as culturas que já comercializam localmente para as vendas na capital. Baseados em um levantamento prévio de preços, os produtores-vendedores anunciam valores mais baixos que a média da cidade, eliminando a figura do atravessador, principal responsável pelos altos preços dos alimentos nos mercados públicos. A dependência desta personagem no dia-a-dia das feiras lesa diretamente o trabalhador rural e prejudica a chegada dos alimentos à mesa das famílias na cidade.
No bojo dos debates sobre a eficácia da Reforma Agrária Popular, proposta do MST para o modelo de agricultura brasileiro, a feira vem dando exemplos de peso ao longo dos anos, demonstrando a produtividade dos assentamentos e acampamentos e trazendo sempre alimentos mais saudáveis para a mesa do trabalhador. O modelo inspirado na agroecologia, que se utiliza de práticas como os bancos de sementes, adubagem orgânica, formação política das famílias etc., é uma oposição ao modelo agrícola hegemônico baseado no agronegócio, grandes latifúndios de monoculturas para exportação e capitalização das chamadas commodities, como a cana-de-açúcar.
Do lado da agricultura camponesa, pesa os dados divulgados em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último Censo Agropecuário (2006), já que 75% dos alimentos que chegam a mesa do brasileiro são oriundos dessa produção familiar. Para se ter uma idéia, 87% da produção de macaxeira vem da agricultura camponesa, assim como os 70% do feijão, 46% do milho e 58% do leite que alimentam o campo e a cidade. O assentamento, além de contribuir para a alimentação de toda a população e envolver o produtor economicamente em sua região, representa avanços em todos os campos sociais: escolas para educação no campo, acesso a políticas de saúde, habitação, cultura, entre outras.
Durante a 11ª Feira da Reforma Agrária, os camponeses e os consumidores celebram, ainda, um verdadeiro festival de cultura popular. Todas as noites um festival de forró toma conta do palco da Feira, com trios tradicionais como o Gogó da Ema e Nó Cego. Também celebrando a unidade cultural e política do campo e da cidade, grupos artísticos de reconhecida trajetória, como Los Borrachos Enamorados, Jurandir Bozo e outros animam a Praça da Faculdade de quarta a sábado. A Feira da Reforma Agrária já faz parte do calendário comercial e cultural da cidade de Maceió e recebe um grande contingente de todas as faixas sociais.
FONTE: M S T
Entre os dias 8 e 12 de setembro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza a 11ª Feira da Reforma Agrária, na Praça da Faculdade, bairro do Prado, em Maceió. O evento começa com uma perspectiva de superação de vendas de produtos de assentamentos e acampamentos de reforma agrária comercializados em 2009. Mais de duzentas barracas padronizadas estão no local de maior contato cultural entre os mundos urbano e rural em Alagoas.
Assentados de todo o Estado trazem as culturas que já comercializam localmente para as vendas na capital. Baseados em um levantamento prévio de preços, os produtores-vendedores anunciam valores mais baixos que a média da cidade, eliminando a figura do atravessador, principal responsável pelos altos preços dos alimentos nos mercados públicos. A dependência desta personagem no dia-a-dia das feiras lesa diretamente o trabalhador rural e prejudica a chegada dos alimentos à mesa das famílias na cidade.
No bojo dos debates sobre a eficácia da Reforma Agrária Popular, proposta do MST para o modelo de agricultura brasileiro, a feira vem dando exemplos de peso ao longo dos anos, demonstrando a produtividade dos assentamentos e acampamentos e trazendo sempre alimentos mais saudáveis para a mesa do trabalhador. O modelo inspirado na agroecologia, que se utiliza de práticas como os bancos de sementes, adubagem orgânica, formação política das famílias etc., é uma oposição ao modelo agrícola hegemônico baseado no agronegócio, grandes latifúndios de monoculturas para exportação e capitalização das chamadas commodities, como a cana-de-açúcar.
Do lado da agricultura camponesa, pesa os dados divulgados em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último Censo Agropecuário (2006), já que 75% dos alimentos que chegam a mesa do brasileiro são oriundos dessa produção familiar. Para se ter uma idéia, 87% da produção de macaxeira vem da agricultura camponesa, assim como os 70% do feijão, 46% do milho e 58% do leite que alimentam o campo e a cidade. O assentamento, além de contribuir para a alimentação de toda a população e envolver o produtor economicamente em sua região, representa avanços em todos os campos sociais: escolas para educação no campo, acesso a políticas de saúde, habitação, cultura, entre outras.
Durante a 11ª Feira da Reforma Agrária, os camponeses e os consumidores celebram, ainda, um verdadeiro festival de cultura popular. Todas as noites um festival de forró toma conta do palco da Feira, com trios tradicionais como o Gogó da Ema e Nó Cego. Também celebrando a unidade cultural e política do campo e da cidade, grupos artísticos de reconhecida trajetória, como Los Borrachos Enamorados, Jurandir Bozo e outros animam a Praça da Faculdade de quarta a sábado. A Feira da Reforma Agrária já faz parte do calendário comercial e cultural da cidade de Maceió e recebe um grande contingente de todas as faixas sociais.
FONTE: M S T
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