terça-feira, 5 de outubro de 2010

AGRICULTURA FAMILIAR

Apesar do aporte significativo de investimentos e do fato de representar um setor estratégico para o desenvolvimento do País, cerca de 50% dos agricultores familiares ainda não dispõem de qualquer assistência técnica e extensão rural. Torna-se fundamental incentivar a inovação tecnológica em consonância com os desafios atuais da agricultura familiar, fomentando a produção de alimentos, a diversificação da produção, a adequação ambiental e a organização da produção para a inserção em novos mercados.

Neste contexto, buscando desenvolver e fortalecer ainda mais a agricultura familiar no País, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lançam Edital conjunto para apoiar projetos de pesquisa científica, tecnológica e extensão que desenvolvam ações de experimentação, validação e disponibilização participativa de tecnologias apropriadas à agricultura familiar e de projetos que visem à implantação e consolidação de núcleos de Agroecologia nas instituições de ensino.

O Edital prevê a aplicação de recursos financeiros no valor global estimado de R$ 16.2 milhões a serem repassados pela Secretaria da Agricultura Familiar ao CNPq. Serão apoiadas duas chamadas, uma abrangendo projetos que desenvolvam atividades de extensão rural com foco em inovação tecnológica orientadas para a sustentabilidade da atividade produtiva da agricultura familiar nas suas múltiplas dimensões, e a segunda selecionará projetos de implantação ou consolidação de Núcleos de Pesquisa e Extensão em Agroecologia nas instituições de ensino, contribuindo para ampliar a produção científica e a extensão rural a partir dos princípios da Agroecologia junto aos agricultores familiares, fortalecendo parcerias com a assistência técnica e extensão rural visando qualificar a formação de professores, alunos e técnicos.

Pretende-se que as ações apoiadas forneçam opções econômicas e sociais para a geração de renda para as famílias beneficiadas, permitindo a sucessão das gerações nos seus territórios originais, contribuindo para a inclusão social das famílias e melhorando a qualidade de vida no campo.

Os recursos serão destinados à apoiar dois projetos por estado em cada uma das chamadas descritas. Caso o somatório das propostas aprovadas em algum dos estados seja inferior ao volume de recursos estabelecido, a diferença poderá ser utilizada na contratação de propostas de outros estados, seguindo uma ordem de classificação por chamada. O valor máximo a ser financiado por proposta na Chamada 1 é de R$ 200 mil e na Chamada 2 de R$ 100 mil.

O proponente deve ter título de mestre ou doutor, currículo cadastrado na Plataforma Lattes e vínculo celetista ou estatutário com a instituição de execução do projeto. O pesquisador aposentado pode apresentar proposta desde que tenha título de doutor, currículo também cadastrado na Plataforma Lattes, comprove manter atividades acadêmico-científicas e apresente declaração da instituição de pesquisa ou de pesquisa e ensino concordando com a execução do projeto .

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até 11 de novembro. Os resultados serão divulgados a partir de 29 de novembro.

FONTE:ESTADÃO

Sistema alternativo de criação de galinhas Caipira.

Dia de campo na tv - Piscicultura e suinocultura: boas práticas na produ...

AQUECIMENTO GLOBAL

Aquecimento prejudica a agricultura
Entre os impactos que o aquecimento global deve provocar nas próximas décadas está a redução da produtividade na agricultura. Um ambiente mais quente será prejudicial, principalmente nas regiões tropicais, onde as temperaturas já são mais elevadas. Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) aponta que, mesmo não sendo percebida no médio prazo, até o ano de 2100 a lucratividade da agricultura no Brasil deve ser reduzida entre 9,4% e 26% - dependendo da quantidade de poluentes emitidos na atmosfera. A agricultura familiar, com menos acesso à tecnologia e a recursos, deve ser a mais afetada.

Investimentos em pesquisa e tecnologia podem fazer as espécies de plantas se adaptarem melhor às temperaturas elevadas. Mesmo assim, as mudanças climáticas terão impacto no preço das propriedades rurais, em especial as localizadas no Norte e no Nordeste do país. Já no Sul e no Sudeste, o clima mais quente pode até contribuir para aumentar aprodutividade.

Nas alternativas apontadas pelo Ipea para minimizar tais impactos estão a mudança das matrizes energéticas, com a prioridade para os biocombustíveis e fontes renováveis. Entretanto, mais do que diminuir os impactos, já iniciados, será preciso ajudar as pessoas a se adequarem às mudanças do clima.

"Essas adaptações têm sido feitas desde sempre, pois as variações climáticas sempre aconteceram. A preocupação maior é com a velocidade das mudanças e na forma que os agricultores, principalmente da agricultura familiar, vão se adaptar para conviverem com um planeta mais quente e também buscando alternativas à uma provável queda na produtividade", considera um dos autores do estudo do Ipea, o biólogo Diego Lindoso, da Rede Clima - formada por 10 instituições brasileiras, entre as quais a Universidade Federal de Brasília (UNB), onde desenvolve pesquisa sobre mudanças climáticas e desenvolvimento regional.

Lindoso ressalta a importância coordenar investimentos em educação, estímulo ao associativismo e arealização de políticas públicas com foco na agricultura familiar como formas de permitir o acesso às informações e às políticas públicas. "No Nordeste, principalmente, há pouca tradição na organização de associações, que junto com a falta de regularização da posse da terra, dificulta o acesso a financiamentos", lembra o biólogo, para quem só ações paralelas, em diversas áreas, poderão minimizar os impactos do aquecimento global para os mais pobres.

"A maioria das pessoas que entrevistamos nunca ouviu falar em aquecimento global ou mudanças climáticas. Mas, à medida que elas têm acesso à instrução, acabam se apropriando das informações e criando alternativas. Não adianta estudar e atuar apenas em como o clima se comporta, se não existe atenção sobre como a população se comporta", diz.

FONTE:GOOGLE NOTICIAS