AGRICULTURA FAMILIAR
Oportunidade no mercado de turismo para agricultores
Inserir produtos da agricultura familiar e de comunidades tradicionais no mercado de turismo, agregando valor à oferta turística brasileira é o objetivo da Chamada Pública Talentos do Brasil Rural: Turismo, publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira. A Chamada Pública, que faz parte do projeto Talentos do Brasil: turismo e agricultura familiar, irá classificar e selecionar empreendimentos constituídos por agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais das cinco regiões brasileiras, que trabalham com cosméticos, produtos decorativos e utilitários (artesanato), alimentos e bebidas, de forma a inserir sua produção no mercado turístico.
São produtos como xampu feito de cupuaçu, sabonete de açaí, mel, verduras e frutas orgânicas que poderão, por exemplo, ser fornecidos para os meios de hospedagem, bares e restaurantes que serão frequentados por turistas durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Serão investidos R$ 3,2 milhões no desenvolvimento do projeto, uma iniciativa do Sebrae Nacional, do Sebrae do Rio Grande do Sul, dos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Turismo e da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ).
As entidades que quiserem participar do processo de seleção deverão se inscrever até 27 de setembro, pela internet, nas páginas do Sebrae no Rio Grande do Sul (www.sebrae-rs.com.br), do Sebrae Nacional (www.sebrae.com.br) e dos ministérios do Desenvolvimento Agrário (www.mda.gov.br/saf) e do Turismo (www.turismo.gov.br).
O projeto expressa uma iniciativa para alinhar duas vertentes: o potencial da agricultura familiar na comercialização de produtos agroindustriais e artesanais e a atratividade turística das propriedades rurais desse segmento.
- A ideia é que, durante a Copa, os turistas nacionais e internacionais sejam contemplados com um mercado turístico caracterizado por produtos da agricultura familiar, seja nas miniaturas ou amostras de produtos pessoais disponíveis em hotéis, em sua alimentação, no artesanato ou ainda no passeio a um destino rural - explica o gerente de agronegócios do Sebrae, Paulo Alvim.
Inserção no mercado
No tocante aos produtos da agricultura familiar - cosméticos, artesanato, alimentos e bebidas - o propósito é inseri-los em meios de hospedagem, restaurantes, bares, lojas de artesanato e de suvenir. No que diz respeito aos serviços, o intuito é preparar a propriedade familiar para receber turistas, dotando-a das condições necessárias para o desenvolvimento da atividade turística.
O projeto Talentos do Brasil Rural deseja atingir não somente os empreendimentos dos agricultores familiares, mas também os povos e comunidades tradicionais. O projeto atenderá aos mercados das 12 capitais brasileiras que irão sediar os jogos da Copa 2014 e seus respectivos entornos: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
FONTE DIÁRIO DO VALE
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
ATÉ QUANDO VAMOS TER ESSAS NOTÍCIAS??
Queimadas no município de Cumaru do Norte, no Pará, acabaram gerando uma nuvem com quilômetros de diâmetro nesta semana. O tamanho da nuvem foi suficiente para influenciar o registro de imagens por satélites usados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
"A nuvem gerada foi imensa, com mais de 10 quilômetros de diâmetro e atingindo vários quilômetros de altura", observou Alberto Setzer, que está à frente do sistema de monitoramento de queimadas do Inpe. De acordo com ele, o tipo de nuvem gerada é conhecida como pirocúmulus.
"Vários satélites detectaram o ocorrido. Um deles, mesmo estando a mais de 30.000 quilômetros de distância, teve o sensor ofuscado pela quantidade exagerada de calor gerado, o que causou a repetição dos focos na mesma linha, o que é muito raro", explica Setzer.
Cumaru do Norte é o segundo município que teve mais focos de incêndio no Pará durante o mês de agosto. Foram mais de 10 mil focos de queima no período, considerando a medição por todos os satélites disponíveis no Banco de Dados de Queimadas do Inpe. A cidade só ficou atrás de São Félix do Xingu, que teve quase 20 mil focos de incêndio no mesmo período.
Leia mais notícias de Amazônia
FONTE: GLOBO AMAZONIA
"A nuvem gerada foi imensa, com mais de 10 quilômetros de diâmetro e atingindo vários quilômetros de altura", observou Alberto Setzer, que está à frente do sistema de monitoramento de queimadas do Inpe. De acordo com ele, o tipo de nuvem gerada é conhecida como pirocúmulus.
"Vários satélites detectaram o ocorrido. Um deles, mesmo estando a mais de 30.000 quilômetros de distância, teve o sensor ofuscado pela quantidade exagerada de calor gerado, o que causou a repetição dos focos na mesma linha, o que é muito raro", explica Setzer.
Cumaru do Norte é o segundo município que teve mais focos de incêndio no Pará durante o mês de agosto. Foram mais de 10 mil focos de queima no período, considerando a medição por todos os satélites disponíveis no Banco de Dados de Queimadas do Inpe. A cidade só ficou atrás de São Félix do Xingu, que teve quase 20 mil focos de incêndio no mesmo período.
Leia mais notícias de Amazônia
FONTE: GLOBO AMAZONIA
sábado, 28 de agosto de 2010
GADO DE LEITE - CONTROLE E SECAGEM DAS VACAS
GADO LEITEIRO
O DIÁRIO MS entrou em contato com o médico veterinário Vili Schulz para dar uma explicação referente ao controle e secagem de vacas leiteiras.
Segundo vili, o controle leiteiro é muito importante em uma propriedade leiteira, pois através desta estimativa de produtividade é que adotamos algumas medidas de manejo, entre as quais podemos destacar:
1- O fornecimento de ração/concentrado deve ser em maior quantia em vacas que possuem maior produção de leite, devem ser tratadas individualmente, ou tratadas com lotes de mesma produção. Uma opção é colocar um colar de cores variadas para cada nível de produção, por exemplo, colar vermelho significa “X” kg de ração, a de verde “Y” kg e assim por diante.
2 – Através das informações de produção podemos avaliar o potencial genético das vacas, podendo escolher cruzamentos que possam melhorar o rebanho, e descartar aquelas que não satisfazem.
3 – Outro benefício do controle é a questão comercial, onde touros ou sêmen devidamente selecionados e aprovados, possam render bons frutos à propriedade.
4 – Programação de “fluxo de caixa”, que é nada mais nada menos que saber quanto vai poder gastar, pois terá uma previsão de receita.
COMO REALIZAR O CONTROLE:
• A pesagem do leite deve ser em média mensal ( 15 a 45 dias ).
• Devem ser realizados conforme o sistema da propriedade ( uma, duas, ou três ordenhas diárias).
• Sempre, de preferência, ser feito pelo mesmo ordenhador.
• Sempre iniciar o controle através da vacas recém paridas ( 5 a 45 dias após parto), e acompanhadas até término da lactação.
• Identificar os animais através de numeração à fogo, brincos, tatuagens, etc.
• As vacas de controle devem ser ordenhadas aleatoriamente, sem preferência pelo início ou fim da ordenha.
• Deve ser retirado todo o leite possível, não devendo ser deixado nada para o bezerro.
• Pode-se escolher melhor data para o período de lactação ao escolher a data da cobertura ou inseminação artificial.
SECAGEM DAS VACAS LEITEIRAS
Secar uma vaca, significa interromper a lactação, fazendo com que a mesma pare de dar leite.
Alêm das anotações de cobertura ou inseminação e data de parição, Vili diz que o produtor deve se atentar para a data de fim da lactação, que é de 60 dias antes da parição (aos 7 meses de gestação), ou antes se a produção for muito baixa, abortos, ou doenças.
Os benefícios da “secagem” das vacas podemos destacar:
- Recuperação dos tecidos secretores de leite.
- Formação do colostro, que é o primeiro meio de imunização que recebe o bezerro.
- É no final da gestação que o bezerro totaliza sua formação, exigindo muito da alimentação da vaca.
COMO FAZER A SECAGEM:
É fácil realizar a secagem de uma vaca, pois alterando drásticamente os fatores que influenciam na produção de leite, é que tem-se o resultado esperado, como por exemplo, presença do bezerro, presença de outras vacas em lactação, proximidade ao local de ordenha, cheiro da ração ou silagem, etc.
Deve-se proceder da seguinte maneira:
Verificar se a vaca apresenta mastite, até mesmo a sub clínica deve ser observada através do Teste de C.M.T. ( Califórnia Mastite Teste) ou do caneco de fundo preto e caso a mastite se confirme, realizar o tratamento da mesma, e não realizar a secagem.
Ao optar pela secagem e obedecer o procedimento inicial, o ordenhador deve esgotar bem os tetos, e introduzir um antibiótico de longa ação que é próprio para este período de secagem como por exemplo cefalexina benzatina ( Ubersec®) em cada um dos tetos. Depois deste procedimento, levar a vaca à um local com menos oferta de capim, onde esteja longe do estábulo ou local de ordenha, não fornecer ração. O fornecimento de água deve ser a vontade.
Não ordenhar mais, a formação de leite é normal, e o organismo reabsorverá este leite formado. Caso esteja bem vermelho e inchado, a mesma deverá ser tratada ( mastite ) e depois aplicação de antibiótico de longa ação.
Após 2 semanas a vaca não produzirá mais leite, e depois disso poderá receber alimentação adequada para o término da gestação.
O médico veterinário Vili Schulz infatiza que nos dias de recessão econômica, o uso de técnicas é primordial para obter maior produção e lucratividade na propriedade num mesmo espaço de tempo.
FONTE: AGRO RURAL - DIÁRIO MS
O DIÁRIO MS entrou em contato com o médico veterinário Vili Schulz para dar uma explicação referente ao controle e secagem de vacas leiteiras.
Segundo vili, o controle leiteiro é muito importante em uma propriedade leiteira, pois através desta estimativa de produtividade é que adotamos algumas medidas de manejo, entre as quais podemos destacar:
1- O fornecimento de ração/concentrado deve ser em maior quantia em vacas que possuem maior produção de leite, devem ser tratadas individualmente, ou tratadas com lotes de mesma produção. Uma opção é colocar um colar de cores variadas para cada nível de produção, por exemplo, colar vermelho significa “X” kg de ração, a de verde “Y” kg e assim por diante.
2 – Através das informações de produção podemos avaliar o potencial genético das vacas, podendo escolher cruzamentos que possam melhorar o rebanho, e descartar aquelas que não satisfazem.
3 – Outro benefício do controle é a questão comercial, onde touros ou sêmen devidamente selecionados e aprovados, possam render bons frutos à propriedade.
4 – Programação de “fluxo de caixa”, que é nada mais nada menos que saber quanto vai poder gastar, pois terá uma previsão de receita.
COMO REALIZAR O CONTROLE:
• A pesagem do leite deve ser em média mensal ( 15 a 45 dias ).
• Devem ser realizados conforme o sistema da propriedade ( uma, duas, ou três ordenhas diárias).
• Sempre, de preferência, ser feito pelo mesmo ordenhador.
• Sempre iniciar o controle através da vacas recém paridas ( 5 a 45 dias após parto), e acompanhadas até término da lactação.
• Identificar os animais através de numeração à fogo, brincos, tatuagens, etc.
• As vacas de controle devem ser ordenhadas aleatoriamente, sem preferência pelo início ou fim da ordenha.
• Deve ser retirado todo o leite possível, não devendo ser deixado nada para o bezerro.
• Pode-se escolher melhor data para o período de lactação ao escolher a data da cobertura ou inseminação artificial.
SECAGEM DAS VACAS LEITEIRAS
Secar uma vaca, significa interromper a lactação, fazendo com que a mesma pare de dar leite.
Alêm das anotações de cobertura ou inseminação e data de parição, Vili diz que o produtor deve se atentar para a data de fim da lactação, que é de 60 dias antes da parição (aos 7 meses de gestação), ou antes se a produção for muito baixa, abortos, ou doenças.
Os benefícios da “secagem” das vacas podemos destacar:
- Recuperação dos tecidos secretores de leite.
- Formação do colostro, que é o primeiro meio de imunização que recebe o bezerro.
- É no final da gestação que o bezerro totaliza sua formação, exigindo muito da alimentação da vaca.
COMO FAZER A SECAGEM:
É fácil realizar a secagem de uma vaca, pois alterando drásticamente os fatores que influenciam na produção de leite, é que tem-se o resultado esperado, como por exemplo, presença do bezerro, presença de outras vacas em lactação, proximidade ao local de ordenha, cheiro da ração ou silagem, etc.
Deve-se proceder da seguinte maneira:
Verificar se a vaca apresenta mastite, até mesmo a sub clínica deve ser observada através do Teste de C.M.T. ( Califórnia Mastite Teste) ou do caneco de fundo preto e caso a mastite se confirme, realizar o tratamento da mesma, e não realizar a secagem.
Ao optar pela secagem e obedecer o procedimento inicial, o ordenhador deve esgotar bem os tetos, e introduzir um antibiótico de longa ação que é próprio para este período de secagem como por exemplo cefalexina benzatina ( Ubersec®) em cada um dos tetos. Depois deste procedimento, levar a vaca à um local com menos oferta de capim, onde esteja longe do estábulo ou local de ordenha, não fornecer ração. O fornecimento de água deve ser a vontade.
Não ordenhar mais, a formação de leite é normal, e o organismo reabsorverá este leite formado. Caso esteja bem vermelho e inchado, a mesma deverá ser tratada ( mastite ) e depois aplicação de antibiótico de longa ação.
Após 2 semanas a vaca não produzirá mais leite, e depois disso poderá receber alimentação adequada para o término da gestação.
O médico veterinário Vili Schulz infatiza que nos dias de recessão econômica, o uso de técnicas é primordial para obter maior produção e lucratividade na propriedade num mesmo espaço de tempo.
FONTE: AGRO RURAL - DIÁRIO MS
MELHORAMENTO GENÉTICO
Como o melhoramento genético pode modificar a qualidade do leite
Luiz F. Brito - Est. de Zootecnia da UFV, bolsista PIBIC/CNPq e estagiário da Embrapa Gado de Leite
Maria Gabriela C. Diniz Peixoto - Pesquisadora da Embrapa Gado de Leite - gaby@cnpgl.embrapa.br
Marco Antônio Machado - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite - machado@cnpgl.embrapa.br
Rui da Silva Verneque - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite - rsverneq@cnpgl.embrapa.br
A pecuária leiteira nacional vem passando, nos últimos anos, por um intenso processo de especialização da produção. Entretanto, no que diz respeito à qualidade e composição do leite, item essencial a um país que pretende ser exportador de lácteos, ainda há muito a fazer em relação a países que já participam ativamente do mercado internacional.
Uma matéria-prima de melhor qualidade e composição está associada a um maior rendimento industrial, o que permite otimizar custos de produção e oferecer produtos de melhor qualidade ao consumidor, com consequente aumento da competitividade do leite e derivados nacionais, principalmente quando se almeja um crescimento nas exportações. Além disso, com a melhoria da qualidade pode-se atender às exigências crescentes de um consumidor a cada dia mais esclarecido.
Ao se considerar a importância do leite como alimento para a população humana, além de seu interesse industrial, a preocupação com a qualidade se torna ainda maior. A gordura do leite contém muitos nutrientes necessários à dieta humana, como vitaminas lipossolúveis e lipídeos bioativos, além de ser fonte de energia. No entanto, o consumo de determinados ácidos graxos do leite tem sido associado negativamente com a saúde humana, principalmente com doenças cardiovasculares, apesar das controvérsias. Estudos têm revelado diferenças no conteúdo de ácidos graxos em diferentes raças, o que sugere a possibilidade de obtenção de produtos lácteos de qualidade nutricional diferenciada pela escolha da raça.
O leite bovino tem sete vezes mais proteínas do que o leite humano. As principais proteínas do leite são as caseínas, albuminas e globulinas. Além da importância para a alimentação humana, um aspecto de interesse à indústria reside no envolvimento das proteínas na formação do coalho para produção de queijo. As proteínas diretamente responsáveis por este processo são as caseínas e globulinas. Existem quatro formas de caseínas (alfa S1, alfa S2, beta e kappa). Estudos moleculares identificaram seis alelos para o gene da kappa-caseína e vários estudos concluíram que o alelo B está associado a uma maior capacidade de coagulação do leite, resultando em um coalho mais firme e no aumento do rendimento na produção de queijo.
Outra proteína importante para a indústria, é a beta-lactoglobulina. Essa proteína é encontrada no soro do leite e, também, está envolvida no processo de coagulação do leite. Os alelos mais frequentemente encontrados em rebanhos leiteiros são o A e o B, sendo este último associado com maiores teores de caseínas no leite e, portanto, maior produção de queijo. Dessa forma, animais que possuam em sua constituição genética os alelos B para k-caseína e b-lactoglobulina irão produzir leite com maiores teor de caseínas e capacidade de coagulação.
Com respeito à lactose, sabe-se que alguns oligossacarídeos do leite bovino não apenas são fonte de nutrientes para os recém-nascidos, mas têm numerosas e importantes funções biológicas, incluindo a prevenção de ligação de patógenos ao epitélio intestinal e servindo de fonte de nutrientes às bactérias benéficas ao trato intestinal.
Um aspecto mais abrangente da qualidade do leite é o teor de sólidos (lactose, gordura, proteína, minerais, dentre outros). Algumas raças e cruzamentos apresentam leite com maior teor de sólidos, o que pode ser convenientemente aproveitado, dependendo da remuneração pela indústria. Por exemplo, a raça Holandês apresenta menores percentuais de gordura e proteína, mas maiores produções totais. Já as raças Jersey e Pardo-Suíço, apesar dos altos percentuais de gordura e proteína, apresentam produções totais inferiores à observada na raça Holandesa.
Por sua vez, a Contagem de Células Somáticas (CCS) é um parâmetro importante da qualidade do leite, pois constitui indicativo de qualidade microbiológica e está associada a uma doença de grande incidência em rebanhos leiteiros, a mastite, que afeta a produção e provoca mudanças na composição do leite e na adequação do leite para o processamento industrial.
Compreende-se, portanto, a relevância do tema composição e qualidade microbiológica do leite. Sabe-se da complexidade envolvendo a expressão das características relacionadas a este tema e que as mesmas são inerentes a cada raça leiteira e dependentes de diversos fatores de ambiente. Através de modificações ambientais, como, por exemplo, disponibilidade de alimentos de qualidade, nutrição balanceada e manejo adequado, ou seja, sanidade, bem-estar, dentre outros, pode-se obter ganhos em qualidade do leite, porém, de caráter transitório. Ao contrário dos ganhos genéticos que são duradouros.
Apesar de serem permanentes e cumulativos, os ganhos por meio do melhoramento genético são, entretanto, demorados devido ao longo intervalo de gerações dos bovinos. Sendo assim, os objetivos de seleção devem ser determinados com cautela e os programas de melhoramento devem estar atentos às tendências do mercado futuro, para que os produtores alcancem seus objetivos a tempo de usufruir das bonificações e terem maior inserção de seu produto no mercado.
Com vistas ao melhoramneto genético, estudos verificaram que as produções e/ou porcentagens de gordura, de proteína e de lactose são características herdáveis e que, portanto, podem ser melhoradas por meio de seleção, ou seja, a escolha de pais de alto valor genético pode gerar progênie de alto potencial produtivo. O quanto as características são herdáveis, ou possuem de herdabilidade, varia em torno de 0,20 a 0,35 para as produções, enquanto que para as porcentagens são relatados valores mais elevados. Portanto, é possível alterar estes componentes através da seleção de reprodutores e escolha de matrizes, valendo-se da diferença dentro e entre raças. Para outros constituintes como lactose e minerais não existe, por enquanto, incentivo econômico que justifique a consideração destas características em programas de seleção. Para a CCS, a literatura científica tem relatado coeficientes de herdabilidade variando de 0,08 a 0,19. Portanto, adicionar a CCS ao programa de seleção poderá trazer benefícios à qualidade do leite, como também ao bem estar animal.
Com os avanços da biotecnologia tornou-se possível obter informações de importância estratégica e elevado valor econômico sobre o genótipo dos animais para o melhoramento por meio de seleção. De posse dessas informações, o produtor pode orientar os acasalamentos, a escolha do sêmen e adicionar a informação dos marcadores moleculares para o melhoramento genético do rebanho. Para tanto, a Embrapa Gado de Leite publica nos catálogos de touros de diferentes raças leiteiras, informações sobre o valor genético de características como produção e composição de leite, além de informações sobre o genótipo dos animais para genes que influenciam características de importância econômica.
Deve-se ressaltar, no entanto, que a seleção para altas porcentagens de gordura e proteína deve estar associada a bons patamares ou volume de produção leiteira, pois a produção de leite tem correlação alta e negativa com o teor de sólidos do leite. Faz-se, também, necessário salientar e conscientizar os produtores de que produzir leite com maior teor de sólidos é mais oneroso e, portanto, deve-se avaliar a relação custo e benefício desse investimento, ou seja, se a indústria valorizará este esforço. O pagamento do leite por qualidade, com a inclusão da proteína e da gordura no esquema de pagamento, já é uma realidade em diversos países e vem sendo executado por algumas indústrias do setor de lácteos no Brasil e, em breve, acredita-se, será prática comum.
O melhoramento genético do rebanho pode, de fato, propiciar melhorias na qualidade do leite, no entanto, cabe ao produtor a difícil tarefa de definir corretamente seus objetivos, suas metas, adotar as tecnologias acessíveis, utilizar genótipos adequados e a arte de manejar corretamente seu rebanho. Desta forma, poderá garantir a produção de leite de qualidade e a baixo custo, atendendo aos anseios da indústria e dos consumidores e permitindo sua permanência sustentável na atividade leiteira.
FONTE: EMBRAPA GADO DE LEITE
Luiz F. Brito - Est. de Zootecnia da UFV, bolsista PIBIC/CNPq e estagiário da Embrapa Gado de Leite
Maria Gabriela C. Diniz Peixoto - Pesquisadora da Embrapa Gado de Leite - gaby@cnpgl.embrapa.br
Marco Antônio Machado - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite - machado@cnpgl.embrapa.br
Rui da Silva Verneque - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite - rsverneq@cnpgl.embrapa.br
A pecuária leiteira nacional vem passando, nos últimos anos, por um intenso processo de especialização da produção. Entretanto, no que diz respeito à qualidade e composição do leite, item essencial a um país que pretende ser exportador de lácteos, ainda há muito a fazer em relação a países que já participam ativamente do mercado internacional.
Uma matéria-prima de melhor qualidade e composição está associada a um maior rendimento industrial, o que permite otimizar custos de produção e oferecer produtos de melhor qualidade ao consumidor, com consequente aumento da competitividade do leite e derivados nacionais, principalmente quando se almeja um crescimento nas exportações. Além disso, com a melhoria da qualidade pode-se atender às exigências crescentes de um consumidor a cada dia mais esclarecido.
Ao se considerar a importância do leite como alimento para a população humana, além de seu interesse industrial, a preocupação com a qualidade se torna ainda maior. A gordura do leite contém muitos nutrientes necessários à dieta humana, como vitaminas lipossolúveis e lipídeos bioativos, além de ser fonte de energia. No entanto, o consumo de determinados ácidos graxos do leite tem sido associado negativamente com a saúde humana, principalmente com doenças cardiovasculares, apesar das controvérsias. Estudos têm revelado diferenças no conteúdo de ácidos graxos em diferentes raças, o que sugere a possibilidade de obtenção de produtos lácteos de qualidade nutricional diferenciada pela escolha da raça.
O leite bovino tem sete vezes mais proteínas do que o leite humano. As principais proteínas do leite são as caseínas, albuminas e globulinas. Além da importância para a alimentação humana, um aspecto de interesse à indústria reside no envolvimento das proteínas na formação do coalho para produção de queijo. As proteínas diretamente responsáveis por este processo são as caseínas e globulinas. Existem quatro formas de caseínas (alfa S1, alfa S2, beta e kappa). Estudos moleculares identificaram seis alelos para o gene da kappa-caseína e vários estudos concluíram que o alelo B está associado a uma maior capacidade de coagulação do leite, resultando em um coalho mais firme e no aumento do rendimento na produção de queijo.
Outra proteína importante para a indústria, é a beta-lactoglobulina. Essa proteína é encontrada no soro do leite e, também, está envolvida no processo de coagulação do leite. Os alelos mais frequentemente encontrados em rebanhos leiteiros são o A e o B, sendo este último associado com maiores teores de caseínas no leite e, portanto, maior produção de queijo. Dessa forma, animais que possuam em sua constituição genética os alelos B para k-caseína e b-lactoglobulina irão produzir leite com maiores teor de caseínas e capacidade de coagulação.
Com respeito à lactose, sabe-se que alguns oligossacarídeos do leite bovino não apenas são fonte de nutrientes para os recém-nascidos, mas têm numerosas e importantes funções biológicas, incluindo a prevenção de ligação de patógenos ao epitélio intestinal e servindo de fonte de nutrientes às bactérias benéficas ao trato intestinal.
Um aspecto mais abrangente da qualidade do leite é o teor de sólidos (lactose, gordura, proteína, minerais, dentre outros). Algumas raças e cruzamentos apresentam leite com maior teor de sólidos, o que pode ser convenientemente aproveitado, dependendo da remuneração pela indústria. Por exemplo, a raça Holandês apresenta menores percentuais de gordura e proteína, mas maiores produções totais. Já as raças Jersey e Pardo-Suíço, apesar dos altos percentuais de gordura e proteína, apresentam produções totais inferiores à observada na raça Holandesa.
Por sua vez, a Contagem de Células Somáticas (CCS) é um parâmetro importante da qualidade do leite, pois constitui indicativo de qualidade microbiológica e está associada a uma doença de grande incidência em rebanhos leiteiros, a mastite, que afeta a produção e provoca mudanças na composição do leite e na adequação do leite para o processamento industrial.
Compreende-se, portanto, a relevância do tema composição e qualidade microbiológica do leite. Sabe-se da complexidade envolvendo a expressão das características relacionadas a este tema e que as mesmas são inerentes a cada raça leiteira e dependentes de diversos fatores de ambiente. Através de modificações ambientais, como, por exemplo, disponibilidade de alimentos de qualidade, nutrição balanceada e manejo adequado, ou seja, sanidade, bem-estar, dentre outros, pode-se obter ganhos em qualidade do leite, porém, de caráter transitório. Ao contrário dos ganhos genéticos que são duradouros.
Apesar de serem permanentes e cumulativos, os ganhos por meio do melhoramento genético são, entretanto, demorados devido ao longo intervalo de gerações dos bovinos. Sendo assim, os objetivos de seleção devem ser determinados com cautela e os programas de melhoramento devem estar atentos às tendências do mercado futuro, para que os produtores alcancem seus objetivos a tempo de usufruir das bonificações e terem maior inserção de seu produto no mercado.
Com vistas ao melhoramneto genético, estudos verificaram que as produções e/ou porcentagens de gordura, de proteína e de lactose são características herdáveis e que, portanto, podem ser melhoradas por meio de seleção, ou seja, a escolha de pais de alto valor genético pode gerar progênie de alto potencial produtivo. O quanto as características são herdáveis, ou possuem de herdabilidade, varia em torno de 0,20 a 0,35 para as produções, enquanto que para as porcentagens são relatados valores mais elevados. Portanto, é possível alterar estes componentes através da seleção de reprodutores e escolha de matrizes, valendo-se da diferença dentro e entre raças. Para outros constituintes como lactose e minerais não existe, por enquanto, incentivo econômico que justifique a consideração destas características em programas de seleção. Para a CCS, a literatura científica tem relatado coeficientes de herdabilidade variando de 0,08 a 0,19. Portanto, adicionar a CCS ao programa de seleção poderá trazer benefícios à qualidade do leite, como também ao bem estar animal.
Com os avanços da biotecnologia tornou-se possível obter informações de importância estratégica e elevado valor econômico sobre o genótipo dos animais para o melhoramento por meio de seleção. De posse dessas informações, o produtor pode orientar os acasalamentos, a escolha do sêmen e adicionar a informação dos marcadores moleculares para o melhoramento genético do rebanho. Para tanto, a Embrapa Gado de Leite publica nos catálogos de touros de diferentes raças leiteiras, informações sobre o valor genético de características como produção e composição de leite, além de informações sobre o genótipo dos animais para genes que influenciam características de importância econômica.
Deve-se ressaltar, no entanto, que a seleção para altas porcentagens de gordura e proteína deve estar associada a bons patamares ou volume de produção leiteira, pois a produção de leite tem correlação alta e negativa com o teor de sólidos do leite. Faz-se, também, necessário salientar e conscientizar os produtores de que produzir leite com maior teor de sólidos é mais oneroso e, portanto, deve-se avaliar a relação custo e benefício desse investimento, ou seja, se a indústria valorizará este esforço. O pagamento do leite por qualidade, com a inclusão da proteína e da gordura no esquema de pagamento, já é uma realidade em diversos países e vem sendo executado por algumas indústrias do setor de lácteos no Brasil e, em breve, acredita-se, será prática comum.
O melhoramento genético do rebanho pode, de fato, propiciar melhorias na qualidade do leite, no entanto, cabe ao produtor a difícil tarefa de definir corretamente seus objetivos, suas metas, adotar as tecnologias acessíveis, utilizar genótipos adequados e a arte de manejar corretamente seu rebanho. Desta forma, poderá garantir a produção de leite de qualidade e a baixo custo, atendendo aos anseios da indústria e dos consumidores e permitindo sua permanência sustentável na atividade leiteira.
FONTE: EMBRAPA GADO DE LEITE
GADO JERSEY
Produção de queijo com leite de Jersey conserva recursos e reduz impacto ambiental
Com mais de 40% do leite dos Estados Unidos sendo destinado para a produção de queijos, usando-se o leite de alto teor nutritivo produzido pelo gado Jersey (de menor tamanho), se obtém reduções substanciais no uso da terra e da água, no consumo de combustíveis, na quantidade de rejeitos e na liberação de gases de efeito estufa, em comparação com o uso do leite de Gado Holandês. Por cada unidade de queijo produzida, por exemplo, a liberação de carbono do Gado Jersey (CO2 equivalentes totais) é 20% menor do que do Gado Holandês.
Estas foram algumas das principais conclusões de uma pesquisa sobre o ciclo da vida, apresentada pela Dra. Jude Capper (Washington State University), em 13 de julho próximo passado, no 5º Encontro das Associações Americanas para Agricultura Animal, as quais incluem a American Dairy Science Association e a American Society of Animal Science.
“Não apenas a população de Jersey conserva recursos finitos necessários para a produção de queijo, como o seu impacto ambiental total é menor”, salientou a Dra. Capper. As conclusões se basearam em informações de um ano de performance do rebanho leiteiro americano, com quase 2 milhões de vacas em mais de 13.000 rebanhos, localizados em 45 estados.
A Dra. Capper – em conjunto com o Dr. Roger Cady (Elanco Animal Health) – inovou com este estudo, analisando a produção de leite requerida nas fazendas para a produção de 500.000 toneladas métricas (1,1 bilhão de libras) de queijo cheddar. Na pesquisa, eles compararam 2 sistemas de produção (Tabela 1): o primeiro usando a “grande” vaca da raça Holandesa (peso médio na idade adulta de 1.500 libras) e o segundo usando a “pequena” vaca Jersey (1.000 libras).
Normalmente, a Jersey produz menos leite em termos de volume, mas um leite contendo substancialmente mais gordura e proteína. Para a produção de queijo cheddar, as produtividades esperadas são 12,5 libras de queijo por 100 Kg (cwt) de leite de Jersey, em comparação com 10,1 libras por 100 Kg de leite de Holandês.
Capper e Cady quantificaram os impactos ambientais na produção de queijo cheddar para estes diferentes tipos de leite. O modelo de sistema de produção incluiu todas as práticas na produção das lavouras (alimentação do gado) e as práticas para a produção de leite. O estudo não incluiu o transporte até os laticínios nem nos canais de distribuição. Os autores determinaram que para se produzir 500.000 toneladas de queijo cheddar (1,1 bilhão de libras):
- 8,8 bilhões de libras de leite de Jersey foram necessárias, o que era 19% menor do que o requerimento de leite de Holandês (10,9 bilhões de libras).
- Mais animais Jersey (91.460) foram necessários para se produzir a mesma quantidade de queijo do que animais Holandeses (isto representa apenas 0,5% do total de gado leiteiro americano).
- Apesar do maior número de animais, a massa corporal total da população de Jersey foi 26% menor (276 milhões de librais totais a menos), em comparação com a população de Holandês.
- O consumo total de comida decresceu em 1,75 milhões de toneladas com Jersey e o Jersey produziu 2,5 milhões de toneladas a menos de dejetos, em comparação com Holandês.
- O uso da água foi reduzido em 32% com Jersey, economizando 66,5 bilhões de galões d´água, equivalentes às necessidades de 657.889 de lares americanos.
- O requerimento em terras caiu em 240.798 acres (97.447,45 ha), o que foi 11% menos do que o requerido para suportar a produção de queijo com o gado Holandês.
- O sistema com Jersey usou menos combustíveis fósseis do que o sistema com Holandês. A economia de 517.602 milhões de BTUs em consumo de combustíveis fósseis é equivalente a energia necessária para aquecer 6.335 lares Americanos por ano.
- A redução de 20% na emissão de carbono para o sistema com Jersey é equivalente a remover 443.900 carros anualmente das rodovias americanas.
As descobertas do estudo são explicadas pelas características específicas da raça Jersey, que tanto reduzem como diluem os requerimentos de manutenção no sistema de produção. Ou seja, a menor massa corporal dos animais no sistema com Gado Jersey reduz os custos de manutenção por animal e a maior densidade nutritiva do leite de Jersey dilui os requerimentos com recursos de manutenção – especialmente água – em mais unidades de queijo.
Capper ressalta que “o uso da água com o Jersey diminui porque existe mais gordura e proteína no leite. A economia não é somente no consumo de água para os animais menores, mas também no que tange o transporte e o processamento do queijo”.
“Este estudo demonstra que o número de animais em uma população não é uma boa medida para massa corporal” afirma Capper. “Em trabalhos anteriores, nós assumimos que o número de animais em um sistema equivalia ao peso corporal. Mais animais significavam mais peso corporal e, assim, mais impacto ambiental. Uma vez que o peso da Jersey é bem menor do que da Holandesa, mesmo que mais animais foram necessários para se produzir a mesma quantidade de queijo, a massa corporal total diminuiu. Desta forma, nós precisamos contabilizar as diferenças entre tamanho do corpo dos animais.”
“Para produzir a mesma quantidade de queijo, você precisa mais animais Jersey,” concluiu Capper. “O Gado Holandês tem uma vantagem em produtividade de leite por animal. Não obstante, isto é suplantado pela dupla vantagem que o Jersey tem. Os animais pesam bem menos e o leite que eles produzem é um produto mais denso e nutritivo”.
Tabela 1 Holandês Jersey
Produtividade diária (lbs) 62 46
Gordura (%) 3,8 4,8
Proteína (%) 3,1 3,7
Produção de queijo (lbs/cwt) 10,1 12,5
Intervalo entre partos (meses) 14,1 13,7
Reposição anual (%) 34,5 30,0
Número de lactações esperadas 2,54 3,00
Idade ao 1º parto (meses) 26,1 25,3
Índice novilhas/vacas 0,86 0,83
Peso na idade adulta (lbs) 1.500 1.000
Fonte: DRMS, DairyMetrics™
Fonte: www.usjersey.com
Com mais de 40% do leite dos Estados Unidos sendo destinado para a produção de queijos, usando-se o leite de alto teor nutritivo produzido pelo gado Jersey (de menor tamanho), se obtém reduções substanciais no uso da terra e da água, no consumo de combustíveis, na quantidade de rejeitos e na liberação de gases de efeito estufa, em comparação com o uso do leite de Gado Holandês. Por cada unidade de queijo produzida, por exemplo, a liberação de carbono do Gado Jersey (CO2 equivalentes totais) é 20% menor do que do Gado Holandês.
Estas foram algumas das principais conclusões de uma pesquisa sobre o ciclo da vida, apresentada pela Dra. Jude Capper (Washington State University), em 13 de julho próximo passado, no 5º Encontro das Associações Americanas para Agricultura Animal, as quais incluem a American Dairy Science Association e a American Society of Animal Science.
“Não apenas a população de Jersey conserva recursos finitos necessários para a produção de queijo, como o seu impacto ambiental total é menor”, salientou a Dra. Capper. As conclusões se basearam em informações de um ano de performance do rebanho leiteiro americano, com quase 2 milhões de vacas em mais de 13.000 rebanhos, localizados em 45 estados.
A Dra. Capper – em conjunto com o Dr. Roger Cady (Elanco Animal Health) – inovou com este estudo, analisando a produção de leite requerida nas fazendas para a produção de 500.000 toneladas métricas (1,1 bilhão de libras) de queijo cheddar. Na pesquisa, eles compararam 2 sistemas de produção (Tabela 1): o primeiro usando a “grande” vaca da raça Holandesa (peso médio na idade adulta de 1.500 libras) e o segundo usando a “pequena” vaca Jersey (1.000 libras).
Normalmente, a Jersey produz menos leite em termos de volume, mas um leite contendo substancialmente mais gordura e proteína. Para a produção de queijo cheddar, as produtividades esperadas são 12,5 libras de queijo por 100 Kg (cwt) de leite de Jersey, em comparação com 10,1 libras por 100 Kg de leite de Holandês.
Capper e Cady quantificaram os impactos ambientais na produção de queijo cheddar para estes diferentes tipos de leite. O modelo de sistema de produção incluiu todas as práticas na produção das lavouras (alimentação do gado) e as práticas para a produção de leite. O estudo não incluiu o transporte até os laticínios nem nos canais de distribuição. Os autores determinaram que para se produzir 500.000 toneladas de queijo cheddar (1,1 bilhão de libras):
- 8,8 bilhões de libras de leite de Jersey foram necessárias, o que era 19% menor do que o requerimento de leite de Holandês (10,9 bilhões de libras).
- Mais animais Jersey (91.460) foram necessários para se produzir a mesma quantidade de queijo do que animais Holandeses (isto representa apenas 0,5% do total de gado leiteiro americano).
- Apesar do maior número de animais, a massa corporal total da população de Jersey foi 26% menor (276 milhões de librais totais a menos), em comparação com a população de Holandês.
- O consumo total de comida decresceu em 1,75 milhões de toneladas com Jersey e o Jersey produziu 2,5 milhões de toneladas a menos de dejetos, em comparação com Holandês.
- O uso da água foi reduzido em 32% com Jersey, economizando 66,5 bilhões de galões d´água, equivalentes às necessidades de 657.889 de lares americanos.
- O requerimento em terras caiu em 240.798 acres (97.447,45 ha), o que foi 11% menos do que o requerido para suportar a produção de queijo com o gado Holandês.
- O sistema com Jersey usou menos combustíveis fósseis do que o sistema com Holandês. A economia de 517.602 milhões de BTUs em consumo de combustíveis fósseis é equivalente a energia necessária para aquecer 6.335 lares Americanos por ano.
- A redução de 20% na emissão de carbono para o sistema com Jersey é equivalente a remover 443.900 carros anualmente das rodovias americanas.
As descobertas do estudo são explicadas pelas características específicas da raça Jersey, que tanto reduzem como diluem os requerimentos de manutenção no sistema de produção. Ou seja, a menor massa corporal dos animais no sistema com Gado Jersey reduz os custos de manutenção por animal e a maior densidade nutritiva do leite de Jersey dilui os requerimentos com recursos de manutenção – especialmente água – em mais unidades de queijo.
Capper ressalta que “o uso da água com o Jersey diminui porque existe mais gordura e proteína no leite. A economia não é somente no consumo de água para os animais menores, mas também no que tange o transporte e o processamento do queijo”.
“Este estudo demonstra que o número de animais em uma população não é uma boa medida para massa corporal” afirma Capper. “Em trabalhos anteriores, nós assumimos que o número de animais em um sistema equivalia ao peso corporal. Mais animais significavam mais peso corporal e, assim, mais impacto ambiental. Uma vez que o peso da Jersey é bem menor do que da Holandesa, mesmo que mais animais foram necessários para se produzir a mesma quantidade de queijo, a massa corporal total diminuiu. Desta forma, nós precisamos contabilizar as diferenças entre tamanho do corpo dos animais.”
“Para produzir a mesma quantidade de queijo, você precisa mais animais Jersey,” concluiu Capper. “O Gado Holandês tem uma vantagem em produtividade de leite por animal. Não obstante, isto é suplantado pela dupla vantagem que o Jersey tem. Os animais pesam bem menos e o leite que eles produzem é um produto mais denso e nutritivo”.
Tabela 1 Holandês Jersey
Produtividade diária (lbs) 62 46
Gordura (%) 3,8 4,8
Proteína (%) 3,1 3,7
Produção de queijo (lbs/cwt) 10,1 12,5
Intervalo entre partos (meses) 14,1 13,7
Reposição anual (%) 34,5 30,0
Número de lactações esperadas 2,54 3,00
Idade ao 1º parto (meses) 26,1 25,3
Índice novilhas/vacas 0,86 0,83
Peso na idade adulta (lbs) 1.500 1.000
Fonte: DRMS, DairyMetrics™
Fonte: www.usjersey.com
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
EMBRAPA HORTALIÇAS
A Embrapa Hortaliças pode auxiliá-la na implantação de hortas por meio das publicações disponíveis. Em nosso site há diversas publicações sobre o cultivo de hortaliças. Por favor, acesse: www.cnph.embrapa.br e clique em publicações, que aparece a esquerda da tela. Em publicações para download, os textos informativos estão disponíveis gratuitamente e em publicações para venda, encontra-se um catálogo de textos e livros impressos, que podem ser adquiridos ao seguir as instruções da página ou pelo e-mail vendas@cnph.embrapa.br . Em sistemas de produção ( http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/ ) encontram-se informações detalhadas para a produção de várias hortaliças e outras culturas.
Recomendamos as seguintes publicações,* disponíveis gratuitamente em nossa página:*
* *Circular Técnica 47 de 2007 - Recomendações técnicas para o
cultivo de hortaliças em agricultura familiar*.
* *Circular Técnica 80 de 2009 - Recomendações para o controle de
pragas em hortas urbanas.*
* *Comunicado Técnico 53 de 2008 - Instruções práticas para produção
de composto orgânico em pequenas propriedades***
* *Circular técnica 35 de 2005 - Produção** de *sementes* de
*hortaliças* para a *agricultura* *familiar****
FONTE: EMBRAPA HORTALIÇAS
Recomendamos as seguintes publicações,* disponíveis gratuitamente em nossa página:*
* *Circular Técnica 47 de 2007 - Recomendações técnicas para o
cultivo de hortaliças em agricultura familiar*.
* *Circular Técnica 80 de 2009 - Recomendações para o controle de
pragas em hortas urbanas.*
* *Comunicado Técnico 53 de 2008 - Instruções práticas para produção
de composto orgânico em pequenas propriedades***
* *Circular técnica 35 de 2005 - Produção** de *sementes* de
*hortaliças* para a *agricultura* *familiar****
FONTE: EMBRAPA HORTALIÇAS
sábado, 21 de agosto de 2010
A Adapec - Agência de Defesa Agropecuária, após solicitação do Mapa - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza até o dia 20 de agosto, o inquérito soroepidemiológico nos criatórios de suínos do Estado. O objetivo é confirmar a ausência de atividade viral da Peste Suína Clássica e manter a classificação do Tocantins como Zona Livre da doença.
As equipes de campo da Adapec, formadas por 40 profissionais orientados por oito coordenadores de campo, vão percorrer 318 propriedades rurais indicadas pelo Mapa e localizadas em todo o Estado. Nestes locais serão realizadas: coletas de amostras sanguíneas dos suínos, com idade acima de seis meses; recadastramento e o georreferenciamento dos criatórios.
“O material coletado será enviando ao laboratório oficial do Ministério para análise. Já o recolhimento das informações servirá para a confecção dos mapas e trilhas para facilitar o acesso rápido às propriedades”, explica a gerente do Programa Estadual de Sanidade de Aves e Suídeos, Luzia Araújo Nunes, acrescentando que o resultado das amostras ainda não tem data definida.
De acordo com o presidente da Adapec, José Luciano Azevedo Carlos, o último inquérito realizado no Tocantins, que é Livre da Peste Suína Clássica desde 2001, foi no ano de 2004. “Temos um sistema rigoroso de prevenção e fiscalização, seguindo critérios e princípios estabelecidos pela OIE – Organização Internacional de Sanidade Animal”, ressalta.
Peste Suína Clássica
É uma doença altamente contagiosa e específica dos suídeos. O vírus causa sintomas como hemorragias, febre alta, orelhas e articulações azuladas, vômitos, diarréia, abortos e morte de 05 a 14 dias após a detecção dos sintomas.
Dados
No Tocantins, em 2008, foram registrados 162.555 suídeos (suínos domésticos, selvagens e o javali). Em 2009, houve um aumento de 15% no número de animais existentes, totalizando 187.803 animais.
Fonte: Adapec
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As equipes de campo da Adapec, formadas por 40 profissionais orientados por oito coordenadores de campo, vão percorrer 318 propriedades rurais indicadas pelo Mapa e localizadas em todo o Estado. Nestes locais serão realizadas: coletas de amostras sanguíneas dos suínos, com idade acima de seis meses; recadastramento e o georreferenciamento dos criatórios.
“O material coletado será enviando ao laboratório oficial do Ministério para análise. Já o recolhimento das informações servirá para a confecção dos mapas e trilhas para facilitar o acesso rápido às propriedades”, explica a gerente do Programa Estadual de Sanidade de Aves e Suídeos, Luzia Araújo Nunes, acrescentando que o resultado das amostras ainda não tem data definida.
De acordo com o presidente da Adapec, José Luciano Azevedo Carlos, o último inquérito realizado no Tocantins, que é Livre da Peste Suína Clássica desde 2001, foi no ano de 2004. “Temos um sistema rigoroso de prevenção e fiscalização, seguindo critérios e princípios estabelecidos pela OIE – Organização Internacional de Sanidade Animal”, ressalta.
Peste Suína Clássica
É uma doença altamente contagiosa e específica dos suídeos. O vírus causa sintomas como hemorragias, febre alta, orelhas e articulações azuladas, vômitos, diarréia, abortos e morte de 05 a 14 dias após a detecção dos sintomas.
Dados
No Tocantins, em 2008, foram registrados 162.555 suídeos (suínos domésticos, selvagens e o javali). Em 2009, houve um aumento de 15% no número de animais existentes, totalizando 187.803 animais.
Fonte: Adapec
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