domingo, 27 de fevereiro de 2011

SEMPRE O MESMO PROBLEMA ATÉ QUANDO !!


Criadores de suínos de SP sofrem com a falta de consumo da carne

Criador diz que setor vive um dos piores momentos.
Por conta do calor e das férias, procura cai bastante.

Do Globo Rural
Todo começo de ano é a mesma situação. Geralmente nos dois primeiros meses os criadores enfrentam problemas. Por conta do calor e das férias o consumo cai bastante, mas este ano outro fator deixou os criadores ainda mais preocupados.
Os preços do milho e da soja, principais ingredientes da ração, subiram. Mateus Flório Neto é criador de suínos há 22 anos. Dono de uma granja com 25 mil animais no município de Alambari, em São Paulo, ele diz que o setor vive um dos piores momentos. “A diferença que nós temos desses valores hoje geram mais ou menos um custo de 30%, 40% mais caro”, conta o criador.
O criador adotou algumas medidas. Cortou gastos e mudou o sistema de engorda. Os animais agora são levados para o abate mais cedo porque quando ficam mais velhos consomem cerca de 20% a mais de ração, para o mesmo ganho de peso diário. “Antes a gente vendia o animal na casa de 92 a 96 kg, com 145 dias. Hoje estamos vendendo eles na casa de 82 a 85 kg, com 135 dias. Com alta tendência a baixar isso”, completa Flório.
Sem produzir o esperado alguns suplementos nutricionais deixaram de ser incluídos na ração. Mudanças que vão continuar até o consumidor voltar a comer carne de porco e o setor se restabelecer

ISSO VAI DAR O QUE FALAR !! MAIS UM CAPÍTULO !


Discussão sobre mudanças do código florestal esquenta Brasília

SBPC divulgou relatório em seminário na Câmara dos Deputados.
Entidades defendem que APPs não devem ser desmatadas.

Do Globo Rural
O seminário aconteceu na terça-feira (22), na Câmara dos Deputados, e reuniu cientistas, parlamentares e advogados que atuam na área ambiental. Uma das principais críticas feitas ao texto que está sendo analisado na Câmara é sobre a anistia a quem desmatou áreas que deveriam ser preservadas.
“Isso traz uma cultura arraigada, em especial, em grande parte do setor agrícola brasileiro, que vem desrespeitando as leis ambientais esperando que venha uma anistia e os isentem de qualquer responsabilidade pelo desrespeito à lei”, fala o advogado Gustavo Trindade.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências apresentaram um estudo conjunto que considera as APPs, Áreas de Preservação Permanente, insubstituíveis e por isso não deveriam ser desmatadas.

O atual código florestal exige, por exemplo, que as APPs, nas margens dos rios, tenham largura mínima de 30 metros. O projeto de mudança do código permitiria reduzir essas áreas para uma largura mínima de 15 metros. A SBPC não concorda com essa redução.

Os cientistas também criticam a soma da reserva legal com as APPs nas propriedades rurais. Eles acham que é possível produzir mais, sem avançar sobre as áreas preservadas.
“Nós temos que melhorar a agricultura, estabelecer uma boa política agrícola e fazer isso integralmente com a política ambiental. Então, é possível produzir com alta tecnologia e com sustentabilidade ambiental, respeitando mata ciliar, respeitando reserva legal. Então, esse é o grande desafio que o código substitutivo não entrou, que nós podemos ter sustentabilidade. Isso é uma questão de mercado, não é nem uma questão de lei. É uma questão de mercado essas exigências”, disse Ricardo Rodrigues, pesquisador da SBPC.
O deputado Aldo Rebelo, autor do relatório que propõe as mudanças no código florestal, explica porque defende a APP menor. “Isso foi uma negociação com o próprio Ministério do Meio Ambiente. A minha proposta era voltar ao velho código, que estava em cinco metros. Outros queriam manter em 30 metros. E nos chegamos a um acordo de 15 metros para viabilizar principalmente os pequenos proprietários”, explicou Rebelo.
Apesar da proposta do deputado Aldo Rebelo estar pronta para ser votada no plenário, a divulgação do estudo da SBPC reacendeu os debates na Câmara. O presidente da Casa, Marco Maia, deve anunciar nesta semana os nomes dos integrantes de um grupo que vai ter a missão de buscar o consenso sobre o assunto antes que a proposta seja votada

A FORÇA DO SERTANEJO !!


Agricultor alagoano deixa o corte de cana para se dedicar à música

Nelson do Santos virou um rabequeiro respeitado até por estudiosos.
Instrumento rústico lembra o violino.

Do Globo Rural
Antes de ficar conhecido por conta de sua rabeca, o alagoano Nelson dos Santos trabalhou nos canaviais de Marechal Deodoro, em Alagoas. Das lembranças sobre aquele tempo, quando seu instrumento de trabalho ainda era o facão, ele ressalta o dia-a-dia sofrido na época da colheita. “Se fosse cana crua eu voltava melado, todo cheio de pelo. E quando era queimada ainda era pior. Precisava tomar dois, três banhos para sair o carvão quando chegava em casa. Era um trabalho pesado. Eu não tenho saudades deste tempo não”.
Assim como acontece com outros rabequeiros, para ser músico, Nelson da Rabeca teve que fabricar seu próprio instrumento, como conta a violinista Catarina de Labourê. “A história do seu Nelson, eu acho que merece um filme, porque com 52 anos, pai de dez filhos, ele encontra, se depara, com uma televisão, com um violino e aquele momento ele se sentiu iluminado como se Deus tivesse falando para ele, que aquela era a forma que ele tinha para manter a família dele. O jeito do seu Nelson também tocar é muito dele. Ele se inspirou no violino, no violinista que estava tocando, mas ele buscou a anatomia do corpo dele, corcundo do corte mesmo, para poder adequar aquele instrumento.”
O jeito do músico de fabricar a rabeca chamou a atenção do maestro José Eduardo Gramani, músico de formação erudita, que se encantou pelo instrumento nos últimos anos de sua vida. Nelson ganhou até um perfil escrito pelo maestro no livro “Rabeca, o sonho inesperado”.
O puxadinho no fundo de sua casa é o local onde Nelson constrói suas rabecas. As mãos de músico dão lugar às mãos de artesão, com o uso do enxó, uma ferramenta que parece uma enxadinha e o facão do corte da cana. “A medida, eu meço na mão. O comprimento, dois palmos e um pouquinho, às vezes, é menos de dois palmos. É tudo a olho, então não tem uma rabeca igual a outra. O som é diferente. A madeira é da fruta-pão, é que o povo aqui de Alagoas planta nos quintais. Ela bota aquela fruta do tamanho de um coco. Quando ela está muito velha, ele derruba. Tem vez que eu compro e outras eles me dá. Então eu faço a rabeca.”
Para ele, rabeca boa é rabeca bem cavada, ajustada. “Se deixar ela plana, o som fica preguiçoso para sair. Se deixar ela toda assim, com o bojo para frente aí o som é muito.”
Quem olha uma rabeca pela primeira vez pode imaginar que ela não passa de um violino rústico, mal acabado. E olha há até um certo parentesco entre os dois. Mas a rabeca, hoje, é considerada um instrumento com identidade própria, seja por suas características de som, pelo jeito de tocar e até por não respeitar nenhum padrão no seu formato.
Aproveitando a rabeca na mão não demora para Nelson mostrar uma música chamada silence. “Essa música toca nos dedos quase todos. E tem música que descansa o dedo de um para o outro, né. E essa tem que tocar os dedos quase tudo de uma vez só. Então é mais difícil essa.”
A música silence foi parar no repertório de um doutor em rabecas, Luis Fiamings, da Universidade Estadual de Santa Catarina, em Florianópolis. Os dedos ágeis do profissional e a gravação da música no estúdio revelam a qualidade de som que este instrumento é capaz de produzir. “Essa rabeca o seu Nelson me deu de presente, eu tenho muito orgulho de tê-la. Diferente do violino que é padronizado, a rabeca cada um tem uma

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

VAI DAR O QUE FALAR !!!

Agricultura familiar quer alteração no relatório do Código Florestal

Movimentos pedem criação de um grupo de trabalho para debater alteraçõesMaíra Gatto
Brasília (DF)

Movimentos sociais ligados à agricultura familiar lançaram nesta sexta, dia 25, apoio ao requerimento que pede a criação de um grupo de trabalho para debater as alterações do Código Florestal na Câmara dos Deputados. A solicitação foi feita pelo Partido dos Trabalhadores na semana passada. O objetivo é discutir os pontos polêmicos da proposta.

A posição foi tomada após reunião em Brasília entre líderes do MST e de entidades que representam a pequena agricultura, entre elas Contag, Fetraf e MPA. Segundo os agricultores, o grupo de trabalho permitirá que esses segmentos, também afetados pelas mudanças, se manifestem.

– A gente acredita que do jeito que está o relatório do Aldo Rebello não é uma boa saída. Entendemos que tem que ter a mudança. Precisamos trabalhar essa proposta de alterar, mas que seja uma proposta que venha balancear tanto a preservação do meio ambiente, que a gente entende que é muito importante, mas também a produção – ressalta a diretora de meio ambiente da Contag, Rosicléia dos Santos.

CANAL RURAL

INTEGRAÇÃO !!!!!!

Integração de lavoura, pecuária e floresta ganha espaço em Minas Gerais


Estado já conta com 442 Unidades Demonstrativas do projetoMarcelo Lara
Uberlândia (MG)

Minas Gerais já conta com 442 Unidades Demonstrativas de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta, sistema que consiste em consorciar diferentes sistemas produtivos de grãos numa mesma área onde também se explora a pecuária e o cultivo de arbóreos. Os técnicos usaram o eucalipto como opção de floresta.



As unidades são usadas como vitrines tecnológicas para pesquisadores extensionistas e agricultores. O sistema é indicado principalmente para recuperar pastagens degradas.



O casal Elidio e Elisabeth plantou 920 mudas de eucalipto em janeiro do ano passado. A propriedade tem 17 hectares. Em um ano é possível perceber a diferença entre a pastagem que está em local aberto, e a consorciada com o eucalipto. O rebanho aproveita a qualidade do pasto e aos poucos vai ganhando sombra, que deve permanecer pelo menos nos próximos seis anos, tempo suficiente para a floresta de eucalipto ficar pronta para gerar renda. É nisso que Elisabeth aposta para diversificar ainda mais a propriedade dentro deste sistema.



— A gente pode pensar que futuramente vai poder ampliar o sítio com esta poupança do eucalipto, que é uma poupança que a gente não vai tirar fora da hora. A gente assim tem uma garantia de dinheiro que não ia ter — conta a produtora rural.



A propriedade do casal foi escolhida pela secretaria de Agricultura de Minas Gerais por meio da Emater para servir de demonstração para pesquisa, e de exemplo aos produtores vizinhos. O investimento com a compra e distribuição de mudas e adubo foi de R$ 1,9 milhão.



As unidades demonstrativas foram implantadas entre 2008 e 2010. No projeto original, a ideia era integrar apenas lavoura e pecuária. Só depois a floresta passou a fazer parte do sistema para entrar no processo de sustentabilidade e criar novas alternativas de renda para o produtor.



— Eu pretendo comprar mais vacas, comprar um ordenhazinha, aumentar meu canavial. Futuramente, com mais vacas, tem que ter mais cana — diz Elídio Felix Pereira.



O agrônomo da Emater-MG, Osvaldo Marques Filho, explica como esta integração com o eucalipto ajuda na pecuária de leite.



— Você já vê uma pastagem de melhor qualidade no período seco, que não sente tanto devido ao sombreamento. Tem um teor de umidade maior no solo também e isso é beneficio para pastagem, porque quem mexe com gado de leite precisa de sombra e água para produzir leite. Isso tem sido muito importante — afirma.



O pecuarista e supervisor de marketing da ABCZ, João Gilberto Bento, também está implantando o sistema na propriedade. Ele lembra que mesmo que temporária, a floresta ajudará a diminuir o chamado efeito estufa.



— Elas também contribuem muito no balanço do sequestro de carbono, principalmente a madeira que for para a construção civil — comenta.

CANAL RURAL

FORÇA DO LEITE NO RIO DE JANEIRO!!

Rebanhos da Embrapa Gado de Leite farão parte do programa Rio Genética



Rebanhos da Embrapa Gado de Leite farão parte do programa Rio Genética: Vacas do Campo Experimental de Santa Mônica, com embriões de genética superior, serão comercializadas no Programa Rio Genétic

Créditos: Embrapa Gado de Leite / ArquivoA Embrapa Gado de Leite e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPPA) acertaram a participação dos rebanhos da Embrapa no Programa Rio Genética. Pelas negociações, a Embrapa Gado de Leite disponibilizaria 250 fêmeas, inseminadas com sêmen sexado de alto valor genético, para serem comercializadas nas feiras que o Programa realiza.


Duarte Vilela, chefe geral da Embrapa Gado de Leite, diz que estes animais poderão representar um aporte inicial de um milhão de litros de leite ao longo de um ano na pecuária fluminense. "O Rio de Janeiro trabalha para se tornar autosuficiente na produção de leite e a Embrapa tem muito a contribuir com a genética do seu rebanho", diz Vilela.

O Programa Rio Genética é coordenado pela SEAPPA e desenvolvido pela Emater-Rio e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), com parcerias com o Banco do Brasil (BB), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O objetivo do Programa é promover o melhoramento genético dos rebanhos leiteiros do Estado, o aumento da produção e produtividade das explorações, o aumento da renda dos pequenos produtores rurais, a geração de trabalho e a melhoria da qualidade de vida da população rural.

A comercialização do material genético é realizada em feiras. Os animais adquiridos pelos produtores podem ser financiados a juros subsidiados. A Embrapa Gado de Leite pretende realizar uma destas feiras, com 80 animais, no Campo Experimental de Santa Mônica, localizado em Valença (RJ), em setembro de 2011. "Esta é uma ótima forma de administrarmos o número de animais do nosso Campo Experimental – mantendo somente aqueles que são necessários à pesquisa – e, ao mesmo tempo, transferirmos boa genética ao produtor fluminense", diz Vilela.



FONTE
Embrapa Gado de Leite

Rubens Neiva - Jornalista

Telefone: (32) 3311-7510

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estudo mostra que mudanças no uso do solo podem diminuir desmatamento

Pesquisa, uma parceria entre Banco Mundial e Embrapa, apontou redução de quase 70%


O agronegócio brasileiro pode deixar de ser vilão quando se fala de emissões de gases do efeito estufa. Um estudo desenvolvido pelo Banco Mundial e por pesquisadores da Embrapa mostra que com algumas mudanças do uso do solo, o Brasil pode reduzir o desmatamento em quase 70%.



O estudo levou três anos. Mais de 50 pesquisadores envolvidos, e o resultado está em uma publicação de quase 300 páginas, que rende muita discussão, e que dá uma diretriz para o uso da terra nos próximos 20 anos, de forma a reduzir as emissões de carbono. Segundo os pesquisadores, para atingir a meta nas duas décadas é preciso menos US$ 400 milhões em investimentos.



O pesquisador da Embrapa Luiz Gustavo Barioni coordenou os trabalhos sobre os efeitos da pecuária nas emissões. O estudo mostra que a atividade é responsável por 18% das emissões dos gases do efeito estufa. Aumentar a produtividade do rebanho brasileiro é uma forma de reduzir este peso.



– O aumento de produtividade permite que você tenha expansão de outras atividades agrícolas como exemplo a cana, a soja, o milho, o feijão, o arroz, sem que haja desmatamento – diz Barioni.



São três as formas sugeridas no estudo: recuperação de áreas degradas, integração lavoura pecuária e suplementação – ou seja, mais confinamento. O pesquisador Bruno Alves, também da Embrapa, coordenou o trabalho sobre os efeitos da agricultura.



As emissões vêm do uso de fertilizantes, das queimadas e dos combustíveis das máquinas agrícolas. O pesquisador diz que aumentar o sistema de plantio direto na produção de grãos, por exemplo, já é um bom começo para o Brasil. Atualmente, segundo o IBGE, entre 15 e 20% da área de grãos são cultivados neste sistema. Para o pesquisador, é pouco. Outra sugestão é a redução ou uso racional de fertilizantes.



– Existe uma necessidade de incentivos do governo para que essas barreiras sejam superadas com crédito mais favorável ao produtor. Também se busca mais investimento na difusão de tecnologia, na extensão rural para que o conhecimento que a Embrapa e outras instituições de pesquisa vem gerando cheguem ao produtor. Assim, ele ganha mais confiança para adotar essas práticas, que vão melhorar muito a agricultura nacional – afirma Alves.



O relatório descrito no estudo tem um objetivo: reduzir as emissões, sem comprometer o desenvolvimento do Brasil. Atualmente, 60% das emissões são decorrentes do uso do solo. Deste percentual, 40% são causados pelo desmatamento, 18% pela pecuária e 5% por conta da agricultura. Há uma parcela ainda dos setores de energia e de transporte.



– Enquanto no setor de energia as emissões são proporcionais ao setor industrial, no setor do uso do solo é diferente. Isso porque as emissões são relacionadas à expansão marginal do setor. Quer dizer que se em um ano você consegue acomodar a necessidade de terras adicionais através da liberação de pastagens, imediatamente a necessidade de desmatamento cai a zero – explica Christophe de Gouvello, pesquisador do Banco Mundial.



O estudo foi apresentado ao governo federal já no ano passado. Atualmente, uma série de audiências está sendo feita com profissionais de áreas específicas para divulgar as informações da pesquisa.







CANAL RURAL