sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
SUBSTITUTOS OU SUPLEMENTOS DE COLOSTRO !
Substitutos ou suplementos de colostro para bezerros leiteiros Carla Maris Machado Bittar
O banco de colostro é, sem dúvida, a melhor estratégia para garantir suprimento de colostro de boa qualidade em volumes adequados para bezerros recém-nascidos. No entanto, no final dos anos 80 surgiram os primeiros suplementos de colostro como produtos comerciais nos EUA. Esta demanda por produtos que pudessem suplementar ou até mesmo substituir o colostro se deveu a dificuldade de algumas propriedades em manejar o banco com colostro de boa qualidade e em volume suficiente. Além disso, muitos produtores americanos descartam colostro de vacas positivas para doenças como Mycobacterium avium ssp. paratuberculosis, leucose bovina viral, ou mastite por Mycoplasm bovis. Assim, os substitutos são hoje uma alternativa ao colostro materno e também uma ferramenta de auxílio na prevenção de doenças transmitidas por colostro.
Segundo Quigley et al. (2002), os suplementos de colostro são produtos com o objetivo de fornecer < 100g de IgG/dose, não sendo recomendados para substituir o colostro; por outro lado, os substitutos de colostro contém >100 g IgG/dose e fornecem outros nutrientes exigidos pelo neonato. As fontes de IgG nos suplementos e substitutos são basicamente secreções lácteas (colostro e leite), sangue e ovos; no entanto, o uso de IgG proveniente de colostro e de sangue tem maior especificidade e são mais adequados para a produção de produtos comerciais. A literatura traz diversos trabalhos de pesquisa com teste de produtos comerciais, sejam eles suplementos ou substitutos, avaliando doses e método de fornecimento.
Boa parte da literatura apresenta dados de baixa absorção de IgG a partir de suplementos de colostro. No entanto, em alguns destes trabalhos um produto considerado como suplemento foi utilizado como substituto do colostro materno. Outro aspecto importante é que a fonte de IgG e o método de processamento destes produtos podem alterar a absorção e a meia vida de IgG. Normalmente a absorção de IgG de suplemento de colostro formulado a partir de secreção láctea é baixa; enquanto que em suplementos formulados a partir de proteína sérica é superior e similar aquela observada em colostro materno.
No trabalho de Quigley et al. (2002), avaliou-se a absorção de IgG em bezerros alimentados com substitutos ou suplementos de colostro, contendo 11,1 e 21,2% de IgG na matéria seca, respectivamente. Os animais receberam duas doses de cada um dos produtos 1 e 8h após o nascimento, o que representou um consumo de 95 e 187 g de IgG para animais recebendo suplemento ou substituto de colostro, respectivamente. Os autores observaram eficiência aparente de absorção de IgG similares entre os tratamentos, em torno de 30%. Interessante que estes valores são também observados com o fornecimento de colostro. No entanto, observou-se que a redução na concentração plasmática de IgG durante as primeiras 24h foi superior a queda na concentração de proteína total, sugerindo que proteínas não-imunoglobulinas são metabolizadas por animais colostrados com suplementos ou substitutos.
Outros trabalhos confirmam este dado e, assim, sugere-se que em animais colostrados com produtos comerciais, a avaliação da adequada transferência de imunidade passiva através de refratômetro seja realizada com cautela. O uso do refratômetro para avaliação da aquisição de imunidade passiva vem crescendo nas propriedades leiteiras, sendo uma excelente ferramenta de manejo (para mais detalhes sugere-se a leitura do radar técnico de 23/06/2010).
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Minnesota (Swan et al.,2007) realizou um importante estudo com 12 fazendas americanas, avaliando a transferência de imunidade passiva de 457 bezerras holandesas colostradas com substituto de colostro formulado a partir de plasma bovino (Acquire, American protein Corporation). Os bezerros receberam colostro materno ou uma dose de substituto de colostro que continha 125g IgG/dose, o qual foi diluído em 2L de água morna, sendo o manejo de colostragem de cada fazenda (tempo para o primeiro fornecimento, volume do primeiro fornecimento, método de fornecimento, fornecimento ou não de segunda refeição) mantido.
Os autores observaram menores concentrações de IgG e proteína total em bezerros colostrados com o substituto de colostro em comparação aqueles que receberam colostro materno. A diferença observada foi atribuída pelo menor consumo de IgG em bezerros colostrados com substituto de colostro, mesmo em propriedades que fizeram o fornecimento de uma segunda dose de substituto de colostro (45g IgG). Assim, o fornecimento de substituto de colostro (170g IgG, na melhor das hipóteses) não foi suficiente para resultar em adequada aquisição de imunidade passiva.
Por outro lado, no trabalho de Jones et al. (2004), o mesmo substituto comercial, agora fornecido em duas doses após o nascimento (total de 249 e 186 g de IgG para animais holandeses e Jersey, respectivamente) resultou em concentrações de IgG sérica similares aquelas observadas com o fornecimento de colostro materno. Outros trabalhos com substitutos também mostram a possibilidade de transferência de imunidade passiva adequada quando maiores doses de IgG são fornecidas. O trabalho de Hammer et al.(2004) no entanto, já havia sinalizado o fato de que a absorção de maiores quantidades de IgG em uma única dose é superior a absorção da mesma massa de IgG dividida em duas doses.
Embora estes produtos comerciais ainda não estejam disponíveis no Brasil, um importante aspecto será o custo dos mesmos. Mesmo com o custo associado a formação de banco de colostro, com coleta, avaliação de qualidade e armazenamento em freezer, é pouco provável que este seja superior ao custo de substitutos ou suplementos de colostro. No entanto, uma vez que existe um aumento na preocupação com controle de doenças e redução no uso de antibióticos na produção animal, é possível que os benefícios destes produtos paguem esta diferença. É esperar pra ver
FONTE: MILK POINT
O banco de colostro é, sem dúvida, a melhor estratégia para garantir suprimento de colostro de boa qualidade em volumes adequados para bezerros recém-nascidos. No entanto, no final dos anos 80 surgiram os primeiros suplementos de colostro como produtos comerciais nos EUA. Esta demanda por produtos que pudessem suplementar ou até mesmo substituir o colostro se deveu a dificuldade de algumas propriedades em manejar o banco com colostro de boa qualidade e em volume suficiente. Além disso, muitos produtores americanos descartam colostro de vacas positivas para doenças como Mycobacterium avium ssp. paratuberculosis, leucose bovina viral, ou mastite por Mycoplasm bovis. Assim, os substitutos são hoje uma alternativa ao colostro materno e também uma ferramenta de auxílio na prevenção de doenças transmitidas por colostro.
Segundo Quigley et al. (2002), os suplementos de colostro são produtos com o objetivo de fornecer < 100g de IgG/dose, não sendo recomendados para substituir o colostro; por outro lado, os substitutos de colostro contém >100 g IgG/dose e fornecem outros nutrientes exigidos pelo neonato. As fontes de IgG nos suplementos e substitutos são basicamente secreções lácteas (colostro e leite), sangue e ovos; no entanto, o uso de IgG proveniente de colostro e de sangue tem maior especificidade e são mais adequados para a produção de produtos comerciais. A literatura traz diversos trabalhos de pesquisa com teste de produtos comerciais, sejam eles suplementos ou substitutos, avaliando doses e método de fornecimento.
Boa parte da literatura apresenta dados de baixa absorção de IgG a partir de suplementos de colostro. No entanto, em alguns destes trabalhos um produto considerado como suplemento foi utilizado como substituto do colostro materno. Outro aspecto importante é que a fonte de IgG e o método de processamento destes produtos podem alterar a absorção e a meia vida de IgG. Normalmente a absorção de IgG de suplemento de colostro formulado a partir de secreção láctea é baixa; enquanto que em suplementos formulados a partir de proteína sérica é superior e similar aquela observada em colostro materno.
No trabalho de Quigley et al. (2002), avaliou-se a absorção de IgG em bezerros alimentados com substitutos ou suplementos de colostro, contendo 11,1 e 21,2% de IgG na matéria seca, respectivamente. Os animais receberam duas doses de cada um dos produtos 1 e 8h após o nascimento, o que representou um consumo de 95 e 187 g de IgG para animais recebendo suplemento ou substituto de colostro, respectivamente. Os autores observaram eficiência aparente de absorção de IgG similares entre os tratamentos, em torno de 30%. Interessante que estes valores são também observados com o fornecimento de colostro. No entanto, observou-se que a redução na concentração plasmática de IgG durante as primeiras 24h foi superior a queda na concentração de proteína total, sugerindo que proteínas não-imunoglobulinas são metabolizadas por animais colostrados com suplementos ou substitutos.
Outros trabalhos confirmam este dado e, assim, sugere-se que em animais colostrados com produtos comerciais, a avaliação da adequada transferência de imunidade passiva através de refratômetro seja realizada com cautela. O uso do refratômetro para avaliação da aquisição de imunidade passiva vem crescendo nas propriedades leiteiras, sendo uma excelente ferramenta de manejo (para mais detalhes sugere-se a leitura do radar técnico de 23/06/2010).
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Minnesota (Swan et al.,2007) realizou um importante estudo com 12 fazendas americanas, avaliando a transferência de imunidade passiva de 457 bezerras holandesas colostradas com substituto de colostro formulado a partir de plasma bovino (Acquire, American protein Corporation). Os bezerros receberam colostro materno ou uma dose de substituto de colostro que continha 125g IgG/dose, o qual foi diluído em 2L de água morna, sendo o manejo de colostragem de cada fazenda (tempo para o primeiro fornecimento, volume do primeiro fornecimento, método de fornecimento, fornecimento ou não de segunda refeição) mantido.
Os autores observaram menores concentrações de IgG e proteína total em bezerros colostrados com o substituto de colostro em comparação aqueles que receberam colostro materno. A diferença observada foi atribuída pelo menor consumo de IgG em bezerros colostrados com substituto de colostro, mesmo em propriedades que fizeram o fornecimento de uma segunda dose de substituto de colostro (45g IgG). Assim, o fornecimento de substituto de colostro (170g IgG, na melhor das hipóteses) não foi suficiente para resultar em adequada aquisição de imunidade passiva.
Por outro lado, no trabalho de Jones et al. (2004), o mesmo substituto comercial, agora fornecido em duas doses após o nascimento (total de 249 e 186 g de IgG para animais holandeses e Jersey, respectivamente) resultou em concentrações de IgG sérica similares aquelas observadas com o fornecimento de colostro materno. Outros trabalhos com substitutos também mostram a possibilidade de transferência de imunidade passiva adequada quando maiores doses de IgG são fornecidas. O trabalho de Hammer et al.(2004) no entanto, já havia sinalizado o fato de que a absorção de maiores quantidades de IgG em uma única dose é superior a absorção da mesma massa de IgG dividida em duas doses.
Embora estes produtos comerciais ainda não estejam disponíveis no Brasil, um importante aspecto será o custo dos mesmos. Mesmo com o custo associado a formação de banco de colostro, com coleta, avaliação de qualidade e armazenamento em freezer, é pouco provável que este seja superior ao custo de substitutos ou suplementos de colostro. No entanto, uma vez que existe um aumento na preocupação com controle de doenças e redução no uso de antibióticos na produção animal, é possível que os benefícios destes produtos paguem esta diferença. É esperar pra ver
FONTE: MILK POINT
EXCELENTE CAMINHO !!!!
Dilma diz que Brasil precisa ser autossuficiente em fertilizantes
Presidente destacou que importação de insumos agrícolas afeta preços dos alimentos
por Agência Brasil
Para a presidente, importação de fertilizantes contribui para a alta dos alimentosA presidente da República, Dilma Rouseff, afirmou nesta quinta-feira (17/03) que o Brasil irá perseguir a autossuficiência na produção de fertilizantes, insumos essenciais na produção agrícola e que influenciam diretamente o preço dos alimentos que chegam aos consumidores brasileiros.
Dilma informou que será explorada a reserva de potássio localizada na Amazônia, de propriedade da Petrobras, e considerada uma das maiores do mundo, segundo a presidente.
“É um absurdo importar 60% [do consumo interno] por que vamos ficar na mão sempre de oscilações muito grandes do mercado. Vai ter momentos em que eles [os fabricantes de fertilizantes] vão nos cobrar preço de ouro”, disse ela em discurso em Uberaba, MG, acrescentando que o Brasil vai investir cerca R$11 bilhões no setor.
A presidente lembrou que durante a crise financeira mundial de 2008, que provocou a alta dos preços dos alimentos, o governo tomou a decisão de aumentar a produção brasileira de fertilizantes.
Na cerimônia em Uberaba foi assinado um protocolo de intenções entre a Petrobras, o governo de Minas Gerais e a Companhia Energética do estado (Cemig) para a construção de uma fábrica de amônia na cidade. Assim como o potássio, a amônia é usada para a produção de fertilizantes e, com a fábrica, a intenção é reduzir a necessidade de importação, cujos principais fornecedores atualmente são Trinidad e Tobago e Venezuela.
A estimativa da Petrobras é que a fábrica produza 520 mil toneladas de amônia por ano, tornando a região do Triângulo Mineiro o principal polo de fertilizantes fosfatados do país para atender à demanda de Mato Grosso, Goiás e parte de São Paulo.
Presidente destacou que importação de insumos agrícolas afeta preços dos alimentos
por Agência Brasil
Para a presidente, importação de fertilizantes contribui para a alta dos alimentosA presidente da República, Dilma Rouseff, afirmou nesta quinta-feira (17/03) que o Brasil irá perseguir a autossuficiência na produção de fertilizantes, insumos essenciais na produção agrícola e que influenciam diretamente o preço dos alimentos que chegam aos consumidores brasileiros.
Dilma informou que será explorada a reserva de potássio localizada na Amazônia, de propriedade da Petrobras, e considerada uma das maiores do mundo, segundo a presidente.
“É um absurdo importar 60% [do consumo interno] por que vamos ficar na mão sempre de oscilações muito grandes do mercado. Vai ter momentos em que eles [os fabricantes de fertilizantes] vão nos cobrar preço de ouro”, disse ela em discurso em Uberaba, MG, acrescentando que o Brasil vai investir cerca R$11 bilhões no setor.
A presidente lembrou que durante a crise financeira mundial de 2008, que provocou a alta dos preços dos alimentos, o governo tomou a decisão de aumentar a produção brasileira de fertilizantes.
Na cerimônia em Uberaba foi assinado um protocolo de intenções entre a Petrobras, o governo de Minas Gerais e a Companhia Energética do estado (Cemig) para a construção de uma fábrica de amônia na cidade. Assim como o potássio, a amônia é usada para a produção de fertilizantes e, com a fábrica, a intenção é reduzir a necessidade de importação, cujos principais fornecedores atualmente são Trinidad e Tobago e Venezuela.
A estimativa da Petrobras é que a fábrica produza 520 mil toneladas de amônia por ano, tornando a região do Triângulo Mineiro o principal polo de fertilizantes fosfatados do país para atender à demanda de Mato Grosso, Goiás e parte de São Paulo.
sexta-feira, 11 de março de 2011
POBRE TRABALHADOR RURAL !!
Estudo revela rotina do trabalhador nos canaviais de SP
O documento irá nortear regulamentação estadual para melhorar as condições de profissionais do setor
por Agência Estado
Pesquisa aponta que cada trabalhador faz 17 flexões de tronco e dá 54 golpes de facão a cada minuto, tem postura incorreta e perde cerca de oito litros de água por dia Um estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo retrata a exaustiva rotina do cortador de cana-de-açúcar nas lavouras do estado, maior produtor mundial. Os dados apontam que cada trabalhador faz 17 flexões de tronco e dá 54 golpes de facão a cada minuto, tem postura incorreta e perde cerca de oito litros de água por dia para cortar, em média, 12 toneladas de cana.
O estudo aponta que não há sombra nos canaviais e que o cortador não se hidrata adequadamente. O trabalhador já leva de casa a água para consumo na lavoura e depois reabastece nos reservatórios dos ônibus, quando possível. Mas, segundo o estudo da Secretaria de Saúde, "esses reservatórios não são refrigerados, apresentam péssimas condições de armazenamento e higiene e a água fornecida não vem de fontes tratadas em 40% dos casos".
O documento, feito com base em inspeções coordenadas pela Vigilância Sanitária Estadual, irá nortear regulamentação estadual, prevista para este ano, para melhorar as condições sanitárias no trabalho dos profissionais do setor.
O estudo aponta ainda que trabalhadores, normalmente, não têm local adequado para realizarem refeições nem para acondicionar a refeição. "Enquanto trabalham, os cortadores carregam consigo suas marmitas e, muitas vezes, o alimento fermenta ou azeda", relata o estudo da Secretaria de Saúde. "Porém, como o trabalho consome muita energia, eles acabam consumindo a comida mesmo que esteja estragada".
"A Vigilância Sanitária está olhando para esse setor e discutindo políticas de saúde. O empregador tem que saber que está sendo vigiado", afirma Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária Estadual. Desde 2007, a Secretaria de Saúde paulista capacitou 500 profissionais de todo o Estado para fazer a fiscalização do setor. Nesse período, foram inspecionadas 148 usinas e feitas 102 autuações
O documento irá nortear regulamentação estadual para melhorar as condições de profissionais do setor
por Agência Estado
Pesquisa aponta que cada trabalhador faz 17 flexões de tronco e dá 54 golpes de facão a cada minuto, tem postura incorreta e perde cerca de oito litros de água por dia Um estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo retrata a exaustiva rotina do cortador de cana-de-açúcar nas lavouras do estado, maior produtor mundial. Os dados apontam que cada trabalhador faz 17 flexões de tronco e dá 54 golpes de facão a cada minuto, tem postura incorreta e perde cerca de oito litros de água por dia para cortar, em média, 12 toneladas de cana.
O estudo aponta que não há sombra nos canaviais e que o cortador não se hidrata adequadamente. O trabalhador já leva de casa a água para consumo na lavoura e depois reabastece nos reservatórios dos ônibus, quando possível. Mas, segundo o estudo da Secretaria de Saúde, "esses reservatórios não são refrigerados, apresentam péssimas condições de armazenamento e higiene e a água fornecida não vem de fontes tratadas em 40% dos casos".
O documento, feito com base em inspeções coordenadas pela Vigilância Sanitária Estadual, irá nortear regulamentação estadual, prevista para este ano, para melhorar as condições sanitárias no trabalho dos profissionais do setor.
O estudo aponta ainda que trabalhadores, normalmente, não têm local adequado para realizarem refeições nem para acondicionar a refeição. "Enquanto trabalham, os cortadores carregam consigo suas marmitas e, muitas vezes, o alimento fermenta ou azeda", relata o estudo da Secretaria de Saúde. "Porém, como o trabalho consome muita energia, eles acabam consumindo a comida mesmo que esteja estragada".
"A Vigilância Sanitária está olhando para esse setor e discutindo políticas de saúde. O empregador tem que saber que está sendo vigiado", afirma Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária Estadual. Desde 2007, a Secretaria de Saúde paulista capacitou 500 profissionais de todo o Estado para fazer a fiscalização do setor. Nesse período, foram inspecionadas 148 usinas e feitas 102 autuações
TECNOLOGIA !!!! DESEMPREGO !!!
Estima-se que, em 4 anos, foram fechados cerca de 40 mil postos de trabalho nos canaviais de São Paulo
por Agência Brasil
A perda de empregos causada pela mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem levado uma parcela significativa de ex-cortadores paulistas a integrarem movimentos de luta pela terra. Desde 2007 foram fechados no estado cerca de 40 mil postos de trabalho no corte da cana, segundo o professor do departamento de Economia Rural da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), José Giacomo Baccarin.
Sem formação escolar ou dinheiro para empreender, esses trabalhadores encontram dificuldades para desenvolver novas atividades. Nesse contexto, pressionar as autoridades para se tornar um beneficiário da reforma agrária é uma opção para muitos dos desempregados pela mecanização, como constatam os sindicatos que representam a classe. Segundo o primeiro secretário da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de São Paulo (Fetaesp), Sílvio Palviqueres, já é expressivo o número de ex-cortadores participando de ocupações de terra.
“Geralmente, quando há invasão nas fazendas quase 50% são trabalhadores rurais que perderam o emprego”, afirma Palviqueres, que também preside o Sindicato de Empregados Rurais de Ribeirão Preto, umas das maiores regiões produtoras de cana do estado.
José Rainha Júnior, um dos líderes sem-terra mais atuantes da região do Pontal do Paranapanema, confirma que os ex-cortadores têm fortalecido os movimentos sociais. Ele estima que entre os 6 mil militantes que participaram das 42 ocupações de janeiro deste ano, pelo menos um terço era composto de egressos do setor sucroenergético. “A tecnologia chegou, as máquinas desempregaram muita gente no corte de cana”, conta Rainha.
Existem ainda os trabalhadores que têm tentado conseguir um lote de terra por meio do crédito rural. O presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Regente Feijó, Marcelino Sotocorno, disse que apesar dos problemas burocráticos, essa tem sido a opção dos que estão desiludidos com os rumos da reforma agrária. “É uma forma de o pessoal ter, pelo menos, o lugarzinho para trabalhar”, explica. Ele lembra que ter um lote de terra, mesmo que pequeno, é uma garantia de sobrevivência. “Se ele souber plantar um pé de mandioca ou de milho, fome ele não passa”, diz
por Agência Brasil
A perda de empregos causada pela mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem levado uma parcela significativa de ex-cortadores paulistas a integrarem movimentos de luta pela terra. Desde 2007 foram fechados no estado cerca de 40 mil postos de trabalho no corte da cana, segundo o professor do departamento de Economia Rural da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), José Giacomo Baccarin.
Sem formação escolar ou dinheiro para empreender, esses trabalhadores encontram dificuldades para desenvolver novas atividades. Nesse contexto, pressionar as autoridades para se tornar um beneficiário da reforma agrária é uma opção para muitos dos desempregados pela mecanização, como constatam os sindicatos que representam a classe. Segundo o primeiro secretário da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de São Paulo (Fetaesp), Sílvio Palviqueres, já é expressivo o número de ex-cortadores participando de ocupações de terra.
“Geralmente, quando há invasão nas fazendas quase 50% são trabalhadores rurais que perderam o emprego”, afirma Palviqueres, que também preside o Sindicato de Empregados Rurais de Ribeirão Preto, umas das maiores regiões produtoras de cana do estado.
José Rainha Júnior, um dos líderes sem-terra mais atuantes da região do Pontal do Paranapanema, confirma que os ex-cortadores têm fortalecido os movimentos sociais. Ele estima que entre os 6 mil militantes que participaram das 42 ocupações de janeiro deste ano, pelo menos um terço era composto de egressos do setor sucroenergético. “A tecnologia chegou, as máquinas desempregaram muita gente no corte de cana”, conta Rainha.
Existem ainda os trabalhadores que têm tentado conseguir um lote de terra por meio do crédito rural. O presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Regente Feijó, Marcelino Sotocorno, disse que apesar dos problemas burocráticos, essa tem sido a opção dos que estão desiludidos com os rumos da reforma agrária. “É uma forma de o pessoal ter, pelo menos, o lugarzinho para trabalhar”, explica. Ele lembra que ter um lote de terra, mesmo que pequeno, é uma garantia de sobrevivência. “Se ele souber plantar um pé de mandioca ou de milho, fome ele não passa”, diz
Produção de carne na Austrália cai 12% em janeiro
Motivo foram as chuvas que atingiram Queensland, o maior estado produtor de carne bovina do país
A produção de carne bovina na Austrália, o segundo maior exportador global após o Brasil, recuou 12 % em janeiro, em comparação com dezembro, e caiu 8,9% ao ano, informou a Agência de Estatísticas do governo australiano nesta sexta-feira (11/03).
O número total de gado abatido, 558,623 animais, fora os bezerros, caiu 9,6% ao mês e 14% ao ano. Enquanto a agência não explica o quadro, os participantes da indústria apontam as enchentes do começo do ano em Queensland, o maior estado produtor de carne bovina, como a responsável pela queda. As chuvas prejudicaram estradas, pontes e interromperam o movimento do gado aos frigoríficos, com isso um número menor de animais foi abatido e a produção caiu.
FONTE:GLOBO RURAL
Motivo foram as chuvas que atingiram Queensland, o maior estado produtor de carne bovina do país
A produção de carne bovina na Austrália, o segundo maior exportador global após o Brasil, recuou 12 % em janeiro, em comparação com dezembro, e caiu 8,9% ao ano, informou a Agência de Estatísticas do governo australiano nesta sexta-feira (11/03).
O número total de gado abatido, 558,623 animais, fora os bezerros, caiu 9,6% ao mês e 14% ao ano. Enquanto a agência não explica o quadro, os participantes da indústria apontam as enchentes do começo do ano em Queensland, o maior estado produtor de carne bovina, como a responsável pela queda. As chuvas prejudicaram estradas, pontes e interromperam o movimento do gado aos frigoríficos, com isso um número menor de animais foi abatido e a produção caiu.
FONTE:GLOBO RURAL
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