segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PEQUENO PRODUTOR OBTÉM LUCRO!!

Enquanto muitos pecuaristas amargam prejuízos com a seca que diminui as pastagens nesta época do ano, uma família de produtores de pequeno porte comemora bons resultados. O segredo do sucesso, dizem eles, é a integração da lavoura com a pecuária, uma iniciativa da Universidade Federal em parceria com Emater e diversos outros representantes do setor em Campo Mourão. Este é o segundo ano em que o projeto é realizado e segundo os especialistas, a previsão é que demore mais três anos para a propriedade atingir o ideal.

Os resultados já são visíveis, além da produção leiteira praticamente dobrar - eram produzidos em média 9 mil litros de leite, hoje são 17 mil, com a mesma quantidade de animais – foram economizados mais de duas toneladas e meia de feno e quase 80 toneladas de cilagem. A coordenadora do projeto, Iole Canali, explicou que o processo é simples. “O projeto consiste em trabalhar a área produtiva com grãos para comercialização no verão e pastagens no inverno. O pastejo vai de abril a setembro e nessa época é plantado aveia e azevem. No restante do ano, a mesma área que serviu de pasto é utilizada para plantação de safras de verão, como milho e soja, sempre respeitando a rotação de culturas”, explica.

Um dos maiores problemas hoje da pecuária de corte é a falta de forragem em quantidade e qualidade, principalmente entre os meses de maio a outubro. Com a integração, a lavoura potencializa a produção de pasto e recupera a pastagem. “Nessa experiência ficou claro que eles nunca tiveram um rebanho como esse. A pastagem tem alto teor nutricional e reduz o custo com a alimentação.”

O projeto era que fosse utilizada somente uma pequena área da propriedade com esse sistema. Após dois anos, a família de agropecuáristas já implantou a integração em 80% da propriedade e segundo o produtor Antonio de Oliveira, 55 anos, a partir de agora, o objetivo é só crescer. “Faz 14 anos que eu mexia com leite, sempre do mesmo jeito. Quem vive como a gente não tem muita tecnologia, não sabia aplicar, agora estamos colhendo os frutos desse trabalho diferenciado que foi implantado. Quando você entra no projeto vem coisa nova e a gente aprende a deixar de lado o que fazia a tantos anos”, comenta.

Maria José Aparecida de Oliveira, 48 anos, esposa de Adão, o acompanhou na nova empreitada. Ela conhece cada um dos animais pelo nome e o mais interessante é que as vacas parecem atender ao seu chamado. “A pastagem hoje é outra, ‘elas’ [as vacas] vão sentindo isso. Em outras épocas agora estaríamos com problemas sérios com essa seca prolongada”, diz. Maria comentou que hoje, a seca está atrasando o plantio de milho, que será plantado agora no espaço que serviu de pasto durante a seca.

O principal desafio na implantação do sistema foi vencer a resistência do produtor e quebrar alguns mitos que estes possuem. “O produtor precisa ser vencido para depois ir gradualmente aceitando o que a gente propõe. Quando vão vendo os resultados, eles vão aderindo a algumas práticas e qualquer adesão é importantes e traz vantagens para o pequeno produtor”, explica a pesquisadora. Entre os mitos a serem quebrados está a ideia de que as vacas vão compactar o solo e será impossível trabalhar. Iole explicou que com o acompanhamento adequado isso não acontece. “É uma vida difícil, mas se não fosse cuidar disso, o que a gente ia fazer? Plantar soja para competir com grandes produtores? Não tem como”, pondera Antonio.

O filho do casal Everton Adão de Oliveira, 23 anos, está junto com os pais na experiência e diz estar animado. “Nunca pensei em sair do campo, até morei na cidade, mas tenho certeza que aqui tenho muito mais conforto e sem contar que estou trabalhando no que um dia será meu, fazendo a propriedade dar lucros. Em breve vamos fazer o sombreamento para os animais, aumentar o conforto do gado. A tendência é só expandir.”

A lavoura é mais exigente no preparo de solo. Precisa de uma boa adubação, correção de acidez. E isso acaba trazendo benefícios também pra pecuária. As áreas são cultivadas com grão, com alta fertilidade, quando é formado um pasto novo, ele é de alta produtividade, qualidade, e isso aumenta muito a produtividade da pecuária reduzindo muito os custos

ESTUDOS !!!

Ministério orienta mudança no plantio por causa do clima
13 de setembro de 2010 - 09:25h
Autor: Folha de São Paulo

O Ministério da Agricultura constituiu uma comissão de cientistas para orientar os produtores sobre mudança de época para plantio das safras futuras, principalmente de alimentos como arroz, feijão, milho, trigo e soja. A intenção, de acordo com o ministro Wagner Rossi, é evitar perdas causadas pelas condições climáticas, em especial a falta de chuvas para as culturas mais dependentes de umidade.

A comissão que indicará períodos mais adequados para plantio terá pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

"Os cientistas farão a avaliação das circunstâncias que os fenômenos climáticos estão impondo ao país e, depois, farão recomendações que serão retransmitidas aos produtores", disse Rossi. De acordo com o ministro, a perspectiva é que o plantio de diversas culturas tenha de ser retardado.

"Para a maioria dos produtos plantados anualmente é fundamental que se tenha chuva. Do contrário, perdem-se sementes, trabalho, tudo", afirmou. Os principais fenômenos climáticos que influenciam a agricultura são conhecidos como El Niño e La Niña.

Segundo o professor de agropecuária e climatologia agrícola Cristiano Nunes dos Santos, do Instituto Federal Farroupilha, no Rio Grande do Sul, os fenômenos provocam alterações nas chuvas e têm sido mais constantes nas duas últimas décadas. "O El Niño provoca chuvas no Sul e seca no Nordeste e a La Niña, o contrário."

DEPENDÊNCIA - A agricultura brasileira tem se tornado cada vez mais dependente da presença ou não da água na safra. Isso se deve a modificações genéticas de algumas culturas. Conforme o professor de climatologia agrícola, variedades de soja, milho e arroz -mais dependentes da luz do dia para florescer- têm sofrido maior influência das condições de chuva com o passar dos anos.

"Tradicionalmente, a soja se planta na saída do inverno para que floresça no meio do verão. É o que chamamos de cultura de dia curto, porque precisa de menos horas de luz do sol para crescer", afirmou o pesquisador.

Ele destaca, porém, que esse quadro tem mudado com a tecnologia. "A cultura está geneticamente deixando de ser tão suscetível às condições de luz e ficando mais ligada à presença ou não de água", afirmou

BOAS E MÁS NOTÍCIAS!!!!

A produção brasileira de leite deve crescer em 2010 apesar de os preços pagos ao produtor apresentarem queda desde maio, em pleno período de entressafra. A oferta se mantém em alta porque os investimentos feitos no primeiro semestre, quando a indústria se abasteceu mais cedo, estimularam os produtores a aumentar a captação do produto.

– Quando traçamos o cenário para o ano não tínhamos ideia de que o preço do leite cairia tanto – disse Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo ele, o setor mantém a previsão de crescimento de 5% para 2010, mesmo apesar do preço mais baixo. Edson Alves Novaes, gerente de Estudo Técnicos e Econômicos da Federação de Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), conta que o preço ao produtor caiu 13% desde o início do ano, enquanto no varejo a queda foi menor: 6%.

– O problema é que, mesmo com os preços mais baixos, a captação de leite não diminuiu – afirmou.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), a produção nacional acumulou aumento de 5,2% de janeiro a julho no país, de acordo com seu Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite). Apenas em julho a oferta aumentou 5,44% na comparação com junho.

O Cepea calculou que o preço médio recebido pelos produtores em agosto (que remunera a produção de julho) foi de R$ 0,6918/litro, recuo de 4,5% ante julho. Na comparação com a média nominal de agosto de 2009, o recuo nos preços foi de 10,7%. O Cepea considera a média ponderada em sete Estados produtores de leite – Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia.

Em São Paulo, levantamento da Scot indica que a queda no preço do leite pago ao produtor não chegou a 1% no pagamento de agosto. O produtor recebeu, em média, R$0,759/litro, 9% acima da média nacional. No mercado spot paulista o valor foi de R$ 0,73/litro. De acordo com a Faeg, em Goiás, houve redução de 4,9% (3,5 centavos por litro), indo para R$ 0,6790/litro (bruto). O Cepea aponta que, em Goiás, houve redução de 4,9% (3,5 centavos por litro), indo para R$ 0,6790/litro (bruto).

Análises do Cepea e da Scot Consultoria mostram que, nos meses à frente, a previsão de clima mais seco pode restringir a oferta de leite e os preços devem voltar a ter sustentação.



AGÊNCIA ESTADO

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

INTEGRAÇÃO PECUÁRIA E LAVOURA

Um trabalho da Embrapa pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividades e ainda promete resolver a falta de comida para o gado.

Nossa primeira reportagem mostra um trabalho da Embrapa que pode ajudar agricultores e pecuaristas a diversificar suas atividades. Mais que isso, promete resolver um problemão que muitos criadores enfrentam nessa época do ano: a falta de comida pro gado.

O Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, com 200 milhões de cabeças. Um terço desse plantel está na região Centro-Oeste, que como outros lugares do país, sofre com a falta de chuva durante o inverno. Em Mato Grosso do Sul, no mês de agosto, a maior parte das pastagens de está seca. Os animais mal têm o que comer.

A situação fica ainda mais grave, nos lugares que tem pastagens antigas, degradadas, com pouca capacidade de produzir forragem. Pra tentar mudar esse cenário, a Embrapa Gado de Corte, que fica em Campo Grande, vem investindo num projeto batizado de Integração Lavoura Pecuária. O agrônomo Armindo Kichel é o responsável pelo trabalho.

“A Integração Lavoura Pecuária nada mais é que produzir na mesma área em rotação, associação ou consórcio, produção de grãos, carnes, leite. O maior problema hoje da pecuária de corte é a falta de forragem em quantidade e qualidade, principalmente de maio a outubro. Então, com a lavoura, vai potencializar a produção de pasto, recuperar a pastagem para ter uma pecuária de ciclo curto e de alta produtividade”, explica.

A Embrapa criou uma mini fazenda, de quatro hectares, pra servir como modelo. E vem trabalhando nela há quatro anos. Ela foi dividida em quatro módulos e ao longo do ano, as pastagens e lavouras vão se sucedendo lá dentro.

“Nós desenvolvemos um sistema intensivo de lavoura pecuária. Nós trabalhamos em cada área com 14 meses em pastejo e dez meses com lavoura”, declara Kichel.

De outubro a maio, durante o período das águas, metade da fazenda fica ocupada com lavoura e metade com pastagem. De maio a julho, quando as chuvas diminuem, apenas 25% da área permanece com agricultura. Setenta e cinco por cento, são destinados à pecuária. Durante a época mais seca, que vai de meados de julho até o fim de setembro, vira tudo pasto.

O segredo pro bom funcionamento do sistema está na escolha do que vai ser plantado na fazenda e no manejo correto tanto da lavoura quanto do gado.

Pra ter rentabilidade a escolha das lavouras que vão integrar o sistema também é importante. “O carro-chefe é a soja, porque é uma leguminosa muito utilizada para a recuperação das pastagens degradadas. O milho é muito usada em safrinha após a colheita da soja, em terceiro o sorgo, menos safra, mais safrinha após a colheita da soja”, explica.

A lavoura é mais exigente no preparo de solo. Precisa de uma boa adubação, correção de acidez. E isso acaba trazendo benefícios também pra pecuária.

“Áreas cultivadas com grão, com alta fertilidade, quando é formado um pasto novo, ele é de alta produtividade, qualidade, e isso aumenta muito a produtividade da pecuária de corte reduzindo muito os custos”, diz.

A rotação com pasto também é boa pra agricultura, porque interrompe o ciclo de vida de muitas pragas e ajuda a controlar as plantas invasoras, reduzindo os custos com veneno e herbicida. Além disso, o capim deixa uma boa cobertura de solo para o plantio direto, que vem depois.

Na integração, o produtor também deve se preocupar com a qualidade das pastagens pra garantir um bom ganho de peso do rebanho.

“Em fazendas em que o plantio de soja é mais tardio, que vão colher depois de março, ou regiões que não têm clima para a produção de grãos na safrinha, nós podemos formar um pasto, também chamado o pasto safrinha. Eu posso cultivar o pasto solteiro ou não e depois eu volto com a soja”, explica.

A grande vantagem é que o sorgo, próprio pra pastejo, fica pronto antes do capim, com apenas 40, 45 dias. Então, em plena seca, os animais sempre têm o que comer.

Outra idéia interessante: o plantio consorciado de milho safrinha com capim piatã. Com ele, além do grão pra vender, logo após a colheita o produtor tem uma área pronta para alimentar o gado durante o inverno. Pra entrar num sistema como esse, o agropecuarista tem que estar no lugar certo, ter conhecimento e dinheiro pra investir.

“Isso não pode ser implantado em qualquer lugar do Brasil. Os primeiros requisitos pra fazer a integração lavoura pecuária, é ter clima e solo favoráveis para grãos e conhecimento técnico, tanto do produtor como assistência técnica qualificada que entenda da integração lavoura pecuária”, informa.

“Para o pecuarista que tenha um pasto degradado e queira recuperar a pastagem com a integração lavoura pecuária, ele precisa comprar maquinários, infra-estrutura, e adequar o solo química e fisicamente. Isso hoje, em média, gasta em torno de quatro mil reais por hectare. Para o lavoureiro, ele fazer pecuária, também precisa um aporte inicial em torno de quatro mil reais por hectare para iniciar a pecuária de corte”, afirma.

Os resultados da pesquisa mostram que o investimento se paga em quatro anos. “Esse sistema tem produzido para nós, uma média de 58 sacas de sojas por hectare, uma média de 50 sacas de milho e 36 arrobas de carne. Comparativamente com a pecuária tradicional, com a produção de três arrobas por hectare, esse sistema está produzindo 12 vezes mais carne”, declara.

É bom deixar claro que este aumento expressivo na produção de carne, se deve também a boa genética e a sanidade do rebanho.

FONTE: GLOBO RURAL

REFORMA AGRÁRIA

Feira da Reforma Agrária acontece em Maceió
Entre os dias 8 e 12 de setembro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza a 11ª Feira da Reforma Agrária, na Praça da Faculdade, bairro do Prado, em Maceió. O evento começa com uma perspectiva de superação de vendas de produtos de assentamentos e acampamentos de reforma agrária comercializados em 2009. Mais de duzentas barracas padronizadas estão no local de maior contato cultural entre os mundos urbano e rural em Alagoas.

Assentados de todo o Estado trazem as culturas que já comercializam localmente para as vendas na capital. Baseados em um levantamento prévio de preços, os produtores-vendedores anunciam valores mais baixos que a média da cidade, eliminando a figura do atravessador, principal responsável pelos altos preços dos alimentos nos mercados públicos. A dependência desta personagem no dia-a-dia das feiras lesa diretamente o trabalhador rural e prejudica a chegada dos alimentos à mesa das famílias na cidade.

No bojo dos debates sobre a eficácia da Reforma Agrária Popular, proposta do MST para o modelo de agricultura brasileiro, a feira vem dando exemplos de peso ao longo dos anos, demonstrando a produtividade dos assentamentos e acampamentos e trazendo sempre alimentos mais saudáveis para a mesa do trabalhador. O modelo inspirado na agroecologia, que se utiliza de práticas como os bancos de sementes, adubagem orgânica, formação política das famílias etc., é uma oposição ao modelo agrícola hegemônico baseado no agronegócio, grandes latifúndios de monoculturas para exportação e capitalização das chamadas commodities, como a cana-de-açúcar.

Do lado da agricultura camponesa, pesa os dados divulgados em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último Censo Agropecuário (2006), já que 75% dos alimentos que chegam a mesa do brasileiro são oriundos dessa produção familiar. Para se ter uma idéia, 87% da produção de macaxeira vem da agricultura camponesa, assim como os 70% do feijão, 46% do milho e 58% do leite que alimentam o campo e a cidade. O assentamento, além de contribuir para a alimentação de toda a população e envolver o produtor economicamente em sua região, representa avanços em todos os campos sociais: escolas para educação no campo, acesso a políticas de saúde, habitação, cultura, entre outras.

Durante a 11ª Feira da Reforma Agrária, os camponeses e os consumidores celebram, ainda, um verdadeiro festival de cultura popular. Todas as noites um festival de forró toma conta do palco da Feira, com trios tradicionais como o Gogó da Ema e Nó Cego. Também celebrando a unidade cultural e política do campo e da cidade, grupos artísticos de reconhecida trajetória, como Los Borrachos Enamorados, Jurandir Bozo e outros animam a Praça da Faculdade de quarta a sábado. A Feira da Reforma Agrária já faz parte do calendário comercial e cultural da cidade de Maceió e recebe um grande contingente de todas as faixas sociais.

FONTE: M S T

AGRICULTURA FAMILIAR

AGRICULTURA FAMILIAR
Oportunidade no mercado de turismo para agricultores

Inserir produtos da agricultura familiar e de comunidades tradicionais no mercado de turismo, agregando valor à oferta turística brasileira é o objetivo da Chamada Pública Talentos do Brasil Rural: Turismo, publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira. A Chamada Pública, que faz parte do projeto Talentos do Brasil: turismo e agricultura familiar, irá classificar e selecionar empreendimentos constituídos por agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais das cinco regiões brasileiras, que trabalham com cosméticos, produtos decorativos e utilitários (artesanato), alimentos e bebidas, de forma a inserir sua produção no mercado turístico.

São produtos como xampu feito de cupuaçu, sabonete de açaí, mel, verduras e frutas orgânicas que poderão, por exemplo, ser fornecidos para os meios de hospedagem, bares e restaurantes que serão frequentados por turistas durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Serão investidos R$ 3,2 milhões no desenvolvimento do projeto, uma iniciativa do Sebrae Nacional, do Sebrae do Rio Grande do Sul, dos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Turismo e da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ).

As entidades que quiserem participar do processo de seleção deverão se inscrever até 27 de setembro, pela internet, nas páginas do Sebrae no Rio Grande do Sul (www.sebrae-rs.com.br), do Sebrae Nacional (www.sebrae.com.br) e dos ministérios do Desenvolvimento Agrário (www.mda.gov.br/saf) e do Turismo (www.turismo.gov.br).

O projeto expressa uma iniciativa para alinhar duas vertentes: o potencial da agricultura familiar na comercialização de produtos agroindustriais e artesanais e a atratividade turística das propriedades rurais desse segmento.

- A ideia é que, durante a Copa, os turistas nacionais e internacionais sejam contemplados com um mercado turístico caracterizado por produtos da agricultura familiar, seja nas miniaturas ou amostras de produtos pessoais disponíveis em hotéis, em sua alimentação, no artesanato ou ainda no passeio a um destino rural - explica o gerente de agronegócios do Sebrae, Paulo Alvim.

Inserção no mercado

No tocante aos produtos da agricultura familiar - cosméticos, artesanato, alimentos e bebidas - o propósito é inseri-los em meios de hospedagem, restaurantes, bares, lojas de artesanato e de suvenir. No que diz respeito aos serviços, o intuito é preparar a propriedade familiar para receber turistas, dotando-a das condições necessárias para o desenvolvimento da atividade turística.

O projeto Talentos do Brasil Rural deseja atingir não somente os empreendimentos dos agricultores familiares, mas também os povos e comunidades tradicionais. O projeto atenderá aos mercados das 12 capitais brasileiras que irão sediar os jogos da Copa 2014 e seus respectivos entornos: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.


FONTE DIÁRIO DO VALE

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ATÉ QUANDO VAMOS TER ESSAS NOTÍCIAS??

Queimadas no município de Cumaru do Norte, no Pará, acabaram gerando uma nuvem com quilômetros de diâmetro nesta semana. O tamanho da nuvem foi suficiente para influenciar o registro de imagens por satélites usados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).



"A nuvem gerada foi imensa, com mais de 10 quilômetros de diâmetro e atingindo vários quilômetros de altura", observou Alberto Setzer, que está à frente do sistema de monitoramento de queimadas do Inpe. De acordo com ele, o tipo de nuvem gerada é conhecida como pirocúmulus.



"Vários satélites detectaram o ocorrido. Um deles, mesmo estando a mais de 30.000 quilômetros de distância, teve o sensor ofuscado pela quantidade exagerada de calor gerado, o que causou a repetição dos focos na mesma linha, o que é muito raro", explica Setzer.



Cumaru do Norte é o segundo município que teve mais focos de incêndio no Pará durante o mês de agosto. Foram mais de 10 mil focos de queima no período, considerando a medição por todos os satélites disponíveis no Banco de Dados de Queimadas do Inpe. A cidade só ficou atrás de São Félix do Xingu, que teve quase 20 mil focos de incêndio no mesmo período.



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FONTE: GLOBO AMAZONIA